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Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil: A infância negada de dezenas de milhões de crianças

Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil: A infância negada de dezenas de milhões de crianças

Imagem D.R.

Estima-se que no mundo haja pelo menos 150 milhões de crianças obrigadas a trabalhar, mais de metade em atividades perigosas, como as minas. Nos países mais pobres é quase uma criança em quatro.

«Cento e cinquenta milhões de histórias de infância negada.» É nestes termos que o jornal do Vaticano evoca hoje o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, 12 de junho, a que o papa Francisco se referiu explicitamente há três anos: «Dezenas de milhões de crianças, ouvistes bem?».

«Dezenas de milhões delas são obrigadas a trabalhar em condições degradantes, expostas a formas de escravidão e exploração, assim como a abusos, maus-tratos e discriminações», recordou.

Na audiência geral de 11 de junho de 2014, Francisco expressou o desejo de que a comunidade internacional amplie «a tutela social dos menores» para debelar o «flagelo da exploração das crianças».

«Renovemos todos o nosso compromisso, em especial as famílias, para garantir a cada menino e menina a salvaguarda da sua dignidade e a possibilidade de um crescimento sadio. Uma infância serena permite que as crianças olhem com confiança para a vida e o futuro», declarou.

Dez anos antes, o papa S. João Paulo II alertava para os «graves flagelos que constituem o tráfico das crianças e o trabalho infantil, que fornecem a mão-de-obra a baixo preço a organizações internacionais pouco escrupulosas».

«Faço votos por que um despertar de consciência faça surgir as cooperações internacionais necessárias para que seja posto fim a estas práticas inadmissíveis, que constituem uma injúria à dignidade primordial de seres frágeis, criados à imagem de Deus, e que são contrários aos direitos mais fundamentais das crianças», declarou.

Na sexta-feira, o observador do Vaticano na ONU em Genebra criticou «o grave erro» do modelo de detenção das crianças, nomeadamente migrantes, que as considera «sujeitos isolados responsáveis pelas situações em que se encontram e das quais têm pouco, se é que têm algum, controle».

«Este mofelo absolve erradamente a comunidade internacional das responsabilidades que com regularidade não consegue assegurar», frisou o arcebispo Ivan Jurkovic.

No artigo publicado na capa da edição desta segunda-feira, o "Osservatore Romano" refere dados da UNICEF, segundo a qual a mais alta percentagem de crianças exploradas em atividades laborais encontra-se na África subsariana, seguindo-se, no mesmo continente, a região central, ocidental, oriental e sul.

Às meninas, o trabalho doméstico a ocupação que lhes é preferencialmente destinada. Segundo a mesma organização, as crianças do sexo feminino entre os 5 e os 14 anos ocupam nele 40 por cento ou mais do tempo.

São mais 160 milhões de horas diárias, em trabalhos domésticos e na recolha de água e madeira para arder em relação aos meninos da mesma faixa etária, aponta a agência das Nações Unidas para a Infância.

Os dados mostram que o tempo gasto na atividade doméstica começa cedo: as meninas entre os cinco e os nove anos despendem 30 por cento a mais do tempo, o equivalente a 40 milhões de horas ao dias em relação às crianças do sexo masculino da mesma idade.

O número de horas cresce com a idade: as jovens dos 10 aos 14 anos gastam 50 por cento mais de tempo, ou 120 milhões de horas diariamente.

Em quase todas as regiões os meninos e meninas têm a mesma probabilidade de serem envolvidos noutras formas de trabalho infantil, relata a UNICEF.



 

SNPC
Publicado em 12.06.2017

 

 
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