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Dez das principais descobertas arqueológicas bíblicas em 2016

Dez das principais descobertas arqueológicas bíblicas em 2016

Imagem Santo Sepulcro, Jerusalém, Israel | D.R.

Propomos uma lista de dez descobertas arqueológicas realizadas no ano de 2016 em locais relacionados com a Bíblia ou ligadas a temas bíblicos. A escolha e a hierarquização, subketivas, baseiam-se nas notícias surgidas na imprensa, e não em publicações da especialidade.



10. Papiro que menciona Jerusalém



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O que aparenta ser a mais antiga referência hebraica a Jerusalém fora da Bíblia foi encontrada num pequeno pedaço de papiro recuperado de ladrões de antiguidades que afirmaram tê-lo achado numa caverna localizada no deserto judaico. Na inscrição lê-se: «Da criada do rei, de Na'arat, jarros de vinho, para Jerusalém». Datada do século VII a.C., a inscrição foi encontrada há quatro anos mas foi anunciada em outubro. Só um outro papiro do período do primeiro templo de Israel tinha sido encontrado. Contudo, alguns arqueólogos e académicos colocaram questões sobre a proveniência do texto, sugerindo que por não ter sido encontrado numa escavação sob supervisão, pode ser forjado.



9. Antiga fábrica de vidro



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A Judeia era conhecida como um dos centros de manufatura de vidro no mundo romano. Arqueólogos escavaram vestígios de instalações de produção de vidro aos pés do monte Carmelo, perto de Haifa, depois de terem sido descobertos por trabalhadores de um caminho de ferro.



8. Objetos em Cesareia Marítima



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Antigos objetos de metal eram tipicamente derretidos e reciclados, e por isso um barco que afundou a caminho da reciclagem ofereceu uma coleção preciosa de peças quando a sua carga foi descoberta por mergulhadores no último verão. Protegidas pela areia do fundo do mar durante 1600 anos, as peças, na maioria objetos de bronze, incluem ídolos, lâmpadas e vários aglomerados de moedas.



7. Palácio de Salomão em Gezer



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Uma residência monumental construída no século X a.C. e escavada no passado outono foi apelidada de “Palácio de Salomão”, embora não haja ligação direta com o rei israelita para além da datação, que foi estabelecida através de vestígios de cerâmica e cronologia estratigráfica. De acordo com o primeiro livro dos Reis (9, 16-17), o faraó egípcio conquistou e queimou Gezer, tendo-a depois dada como dote para o casamento da filha com Salomão, que haveria de reconstruir a cidade.



6. Centenas de tábuas para escrita



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Do outro extremo do Império Romano surge a prova da ubiquidade da escrita no primeiro século (Zacarias, pai de João Batista, usou uma tabuinha para escrever, como refere Lucas 1, 63.) Mais de 400 antigas tábuas de madeira foram descobertas em Londres, datando a mais velha do ano 57 d.C. As tábuas foram originalmente cobertas com cera, tendo sido escritas com estilete. A cera já não existe mas as muitas notas em latim permanecem, estando a ser traduzidas e estudadas.



5. Padrões do monte do Templo



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Os padrões geométricos dos ladrilhos em pedra no chão dos pórticos do templo judaico construído pelo rei Herodes foram identificados a partir de fragmentos recuperados no âmbito das escavações no monte do Templo. Voluntários têm gradualmente processado toneladas de terra ilegalmente escavadas no monte do Templo de Jerusalém em 1999. Sete padrões foram recriados até agora.



4. Escavação em cemitério filisteu



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Espera-se que alguns dos segredos dos filisteus, adversários encarniçados dos antigos israelitas, sejam revelados à medida que os arqueólogos estudam vestígios de um cemitério em Ashkelon. As pesquisas têm ocorrido nos últimos três verões, mas só foram reveladas em 2016. Apesar de a maior parte das principais cidades dos filisteus ter sido escavada, ainda há muita informação que escapa aos investigadores, o que pode mudar com a informação coligida com estas pesquisas.



3. Fábrica de vasilhas perto de Caná



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A meio caminho entre Caná e Nazaré foi descoberta uma caverna onde o calcário foi extraído e entalhado em chávenas, tigelas e vasilhas, que eram altamente valorizados pela sua pureza ritual durante o primeiro século. A proximidade com Caná sugere que possa ter sido a fonte das vasilhas de água usadas nas bodas de Caná em que participou Jesus, que aí fez o seu primeiro milagre, de acordo com o Evangelho segundo João (2, 1-11).



2. Portão de santuário ilustra reformas de Ezequias



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Nas ruínas de um santuário escavado perto do portão de Tel Lachish, a maior cidade do reino de Judá após Jerusalém, os arqueólogos encontraram um altar com uma imagem com chifres cortados, bem como uma latrina colocada no local mais sagrado, aparentemente com o propósito de o dessacralizar. As descobertas são atribuídas às reformas religiosas do rei Ezequias (século VIII a.C.), descritas em 2 Reis 18, 4.



1. Abertura do túmulo de Cristo










O aspeto mais interessante das reparações que ocorreram no túmulo de Cristo em outubro – a primeira observação para o seu interior, na igreja do Santo Sepulcro, desde 1555 – é que os investigadores encontraram basicamente o que estavam à espera. «Parece haver provas concretas de que a localização do túmulo não foi mudada ao longo do tempo, algo que os cientistas e historiadores questionaram durante décadas», afirmou Fredrik Hiebert, arqueólogo da National Geographic Society. O local onde Jesus foi sepultado foi provavelmente esculpido nas paredes laterais de uma caverna de calcário, cerca do ano 33 d.C.. Depois de retiradas as placas de mármore que cobriam o leito sepulcral, os investigadores ficaram surpreendidos com o estado do espaço, aparentemente intacto.



 

Gordon Govier
In Christianity Today
Trad. / edição: Rui Jorge Martins
Publicado em 12.01.2017

 

 
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