Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura

Desporto e cultura juntam papa e secretário-geral da ONU no Vaticano

Imagem D.R.

Desporto e cultura juntam papa e secretário-geral da ONU no Vaticano

"O desporto ao serviço da humanidade" é o tema da primeira conferência mundial sobre fé e desporto promovida pelo Conselho Pontifício da Cultura, que decorre entre esta quarta e sexta-feira, no Vaticano.

Na cerimónia de abertura, presidida pelo papa, marcam presença o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente do Comité Olímpico Internacional, Thomas Bach, sendo também esperados 15 líderes religiosos.

«Há duas considerações espontâneas. A primeira, certamente, é a de considerar o desporto como uma componente fortemente humana, porque é o envolvimento do corpo, da inteligência, de todo o ser da pessoa», afirmou o presidente do Conselho Pontifício da Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi, à Rádio Vaticano.

Ao mesmo tempo, «o desporto torna-se num verdadeiro e próprio modelo, um símbolo que domina a sociedade contemporânea. A competição verdadeira não é a guerra. Por este motivo é preciso voltar a encontrar uma grande ideia do desporto, que seja capaz de envolver a diversidade das nações, das culturas, das etnias», vincou.

«A diversidade também das situações físicas, penso nos Jogos Paralímpicos; e que seja também capaz de unir as diferentes religiões, porque os valores morais fundamentais são comuns de todas as religiões», acrescentou.

No sítio dedicado ao encontro, lê-se que «é necessário para a fé e desporto recordar e voltar a despertar as pessoas para o enorme poder que estes dois pilares da vida humana podem prestar ao bem».

Os organizadores estão convictos de que o desporto tem o poder de celebrar a «humanidade comum», independentemente da fé, raça, cultura, sexo e capacidades, ao mesmo tempo que tem a capacidade de «ensinar valores positivos e enriquecer as vidas».

Por isso, «todo aquele que pratica, organiza e apoia o desporto tem a oportunidade de ser transformado e transformar outros», porque mais importante do que procurar a excelência no desporto é procurar «a excelência como seres humanos».

«Muitas pessoas estão privadas do desporto por falta de oportunidade, preconceito ou interesses instalados. Temos a responsabilidade de ajudar e partilhar os seus benefícios», sublinham os responsáveis pelo encontro.

O desporto desafia o ser humano a ir além daquilo que pensaria ser possível, mas «pode ser distorcido» se se perder de vista a «pura alegria» que traz.

Destas orientações emerge uma «Declaração de Princípios», que começa pela «compaixão», apelando ao «poder do desporto para ajudar outros», sobretudo os «pobres e desfavorecidos».

O «respeito» pelos competidores, por seu lado, é um convite aos atletas a compreenderem os oponentes e a sua cultura mais profundamente, bem como a «condenar a violência no desporto, dentro e fora do campo».

Contribuir para que todos tomem parte no desporto, proporcionar que ninguém compita em condições desiguais, aprender a estar quer na vitória quer na derrota, aplicar os valores apreendidos no desporto em todos os aspetos da existência, e conhecer os benefícios do desporto na revitalização física, mental, emocional e espiritual são alguns dos elementos presentes na Declaração de Princípios.

O texto termina com um convite a apreciar o prazer do desporto, que é mais do que ganhar - «mas quando competir, seja e faça o melhor que pode, sempre».

Entre os 40 participantes no encontro estão o presidente do Comité Paralímpico Internacional, Philip Craven, Kirsty Coventry, nadadora do Zimbabué, duas vezes campeã olímpica e antiga detentora de recordes mundiais, Sean Fitzpatrick, antigo capitão da seleção nacional de râguebi da Nova Zelândia, Ivan Gazidis, responsável máximo da equipa inglesa do Arsenal, Stephane Jaquemet, representante regional do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, e Mel Young, presidente e cofundador do Campeonato do Mundo de Futebol para pessoas sem-abrigo.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 05.10.2016

 

 

 
Imagem D.R.
«Todo aquele que pratica, organiza e apoia o desporto tem a oportunidade de ser transformado e transformar outros», porque mais importante do que procurar a excelência no desporto é procurar «a excelência como seres humanos»
Contribuir para que todos tomem parte no desporto, proporcionar que ninguém compita em condições desiguais, aprender a estar quer na vitória quer na derrota, aplicar os valores apreendidos no desporto em todos os aspetos da existência, e conhecer os benefícios do desporto na revitalização física, mental, emocional e espiritual são alguns dos elementos presentes na Declaração de Princípios
Relacionados
Destaque
Pastoral da Cultura
Vemos, ouvimos e lemos
Perspetivas
Papa Francisco
Teologia e beleza
Impressão digital
Pedras angulares
Paisagens
Umbrais
Evangelho
Vídeos