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Qual de nós é o maior?: Desejo de poder na Igreja começou com apóstolos e continua hoje, diz papa

Imagem Papa Francisco | Audiência geral | Praça de S. Pedro, Vaticano | 11.5.2016 | © 2016 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Qual de nós é o maior?: Desejo de poder na Igreja começou com apóstolos e continua hoje, diz papa

A contraposição, no interior da Igreja católica, entre a humildade, associada ao espírito de serviço, e a sede de poder, que arrasta consigo o dinheiro e a vaidade, estiveram no centro da homilia que o papa proferiu hoje na missa a que presidiu, no Vaticano.

A intervenção de Francisco baseou-se no Evangelho proclamado nas missas desta terça-feira (Marcos 9, 30-37), em que os apóstolos discutem «qual deles era o maior», respondendo Cristo: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos».

«No caminho que Jesus nos indica para seguir em frente, o serviço é a regra. O maior é aquele que mais serve, aquele que mais está ao serviço dos outros, não aquele que se vangloria, que procura o poder, o dinheiro, a vaidade, o orgulho. Não, estes não são os grandes», vincou o papa, citado pela Rádio Vaticano.

O que aconteceu com no episódio narrado na Liturgia da Palavra de hoje, e que não é caso único nos Evangelhos, «é uma história que acontece a cada dia na Igreja, em cada comunidade. “Entre nós, quem é o maior? Quem manda?” As ambições. Em cada comunidade, nas paróquias ou nas instituições, há sempre esta vontade de escalar, de ter o poder», declarou.

Para atingir o «desejo mundano de estar com o poder, não de servir mas de ser servido», não se olha a meio: «Os boatos, sujar os outros. A inveja e os ciúmes fazem este caminho e destroem. E isto, todos nós o sabemos. Isto acontece hoje, em cada instituição da Igreja: paróquias, colégios, outras instituições, até nos bispados».

«Quando os grandes santos diziam que se sentiam muito pecadores, é porque tinham compreendido este espírito do mundo que estava dentro deles e tinham muitas tentações mundanas», sublinhou Francisco, que acrescentou: «Nenhum de nós pode dizer: não, eu sou uma pessoa santa, limpa».

A terminar, o papa sugeriu uma pista de meditação e oração: «Far-nos-á bem pensar nas muitas vezes que fizemos isto, e pedir ao Senhor que nos ilumine, para compreender que o amor pelo mundo, isto é, por este espírito mundano, é inimigo de Deus».

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 17.05.2016

 

 
Imagem Papa Francisco | Audiência geral | Praça de S. Pedro, Vaticano | 11.5.2016 | © 2016 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
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