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Descobrir as artes para revelar a família

Imagem © ra2 studio/Fotolia

Descobrir as artes para revelar a família

Os filmes "Mudar de vida" e "Os verdes anos", do realizador Paulo Rocha, e "Ato da primavera", de Manoel de Oliveira, a par do livro "Fanny Owen", assinado por Agustina Bessa-Luís, são algumas das obras criadas em Portugal que têm como um dos seus núcleos narrativos a família.

Esta é a perspetiva de Eduardo Paz Barroso, professor catedrático de Ciências da Comunicação, para quem o afastamento do agregado familiar em relação às artes constitui um factor de empobrecimento para todos os seus membros.

«Numa família onde não se pode falar de Agustina, onde não se pode falar de cinema, onde os pais não vão com os filhos ao cinema, onde os pais não os acompanham a exposições, onde não levam os próprios pais de outras gerações, estamos, provavelmente, perante uma família a que falta alguma coisa de essencial que é a capacidade de se revisitar a si própria», sustentou.

Na intervenção que proferiu na 11.ª Jornada da Pastoral da Cultura, que debateu o tema "Tempo de cultura, tempo de família", o jornalista e investigador de artes plásticas, cinema, literatura, e médias sublinhou a necessidade de as famílias estarem despertas para a multiculturalidade.

«Convivemos numa sociedade com convicções, crenças e situações fracturantes que são importantes e às quais não ganhamos nada em fechar os olhos e passar ao lado», assinalou, depois de ter realçado a importância da família nas obras de Paulo Rocha e Agustina Bessa-Luís (cf. vídeo).

Uma das questões que hoje se coloca, segundo Eduardo Paz Barroso, é a diferença de atitudes entre a teoria e a prática: «Olhando para a família, como é que podemos ser, conservadores nos princípios e progressistas nos costumes».

 




"Os verdes anos" (Paulo Rocha, 1963)

 




"Mudar de vida" (Paulo Rocha, 1966)

 




"Ato da primavera" (Manoel de Oliveira, 1963)

 




 

Rui Jorge Martins
Publicado em 21.09.2015

 

 
Imagem © ra2 studio/Fotolia
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