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Cristianismo perde fiéis nos EUA, não-pertença passou a ser maior grupo

Imagem Igreja de Nosso Salvador | Nova Iorque, EUA | D.R.

Cristianismo perde fiéis nos EUA, não-pertença passou a ser maior grupo

Um estudo recentemente publicado pelo "Public Religion Research Institute", dos EUA, revela que em 1991 seis por cento dos norte-americanos declaravam não ter pertença religiosa, número que subiu para 25 por cento em 2016.

Relativamente à afiliação a uma religião, a não-pertença passou a ser o grupo mais amplo, ultrapassando católicos, os denominados "Mainline protestants" e os evangélicos, refere o estudo intitulado "Êxodo - Porque é que os americanos estão a deixar a religião - e porque é improvável que regressem".

A pesquisa mostra que 39 por cento dos jovens adultos (18-29 anos) se classificam como não tendo pertença, taxa que é três vezes superior à dos adultos com mais de 65 anos.

Atualmente há pequenas diferenças quanto à afiliação entre os americanos que têm entre 50 e 64 anos e a classe etária seguinte, mas a diferença é maior quando se compara a população com mais de 50 anos (15 por cento de não-pertença) e com menos do que aquela idade (33 por cento).

Os católicos sofreram o maior decréscimo entre os principais grupos religiosos: perto de um terço da população (31 por cento) referem ter crescido numa família católica, sendo hoje um em cinco (21 por cento) aqueles que atualmente se identificam como católicos.

A maior parte dos americanos deixou a identidade religiosa em que cresceu antes dos 18 anos (62 por cento), 28 por cento dizem que o fizeram entre os 18 e os 29 anos, e cinco por cento referem que deixaram a pertença religiosa entre os 30 e os 49 anos.

A causa mais apontada para abandonar a religião da infância é a falta de crença nos ensinamentos religiosos (60 por cento), ao passo que 29 por cento justificam a sua opção devido ao tratamento religioso negativo relativo às pessoas homossexuais.

Outros motivos evocados para o abandono da filiação religiosa da infância são os abusos sexuais de menores por parte do clero (19 por cento), um acontecimento traumático na vida (18 por cento) ou o facto de a comunidade de pertença se ter tornado muito centrada em questões políticas (16 por cento).

Os ensinamentos referentes às pessoas homossexuais e o abuso de menores foram maioritariamente apontadas pelos católicos.

Os americanos que cresceram em famílias com pais divorciados têm maior probabilidade de deixarem a pertença religiosa do que aqueles que viveram com pais casados durante a maior parte dos anos formativos (35 e 23 por cento, respetivamente). A separação dos pais contribui também negativamente para a taxa de participação nas celebrações religiosas.

O afastamento de instituições religiosas não implica necessariamente o fim da crença: a maior parte da população norte-americana que se considera sem afiliação dizem que Deus é uma pessoa com quem se pode estabelecer uma relação (22 por cento) ou um a força impessoal (37 por cento). Um terço das pessoas sem pertença religiosa afirmam que não acreditam em Deus.

A pesquisa divide as pessoas sem filiação em três grupos: rejecionistas (58 por cento), para quem a religião faz mais mal que bem, "apateístas" (22 por cento), que dizem que a religião beneficia mais a sociedade do que a prejudica, e "crentes desligados" (18 por cento), que valorizam a religião mas que não têm uma comunidade de pertença.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 03.10.2016

 

 

 
Imagem Igreja de Nosso Salvador | Nova Iorque, EUA | D.R.
O afastamento de instituições religiosas não implica necessariamente o fim da crença: a maior parte da população norte-americana que se considera sem afiliação dizem que Deus é uma pessoa com quem se pode estabelecer uma relação (22 por cento) ou um a força impessoal (37 por cento). Um terço das pessoas sem pertença religiosa afirmam que não acreditam em Deus
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