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Cristãos a sério não têm medo de sujar as mãos com quem está longe de Deus, diz papa

Imagem Papa Francisco | AFP Photo/Alberto Pizzoli | D.R.

Cristãos a sério não têm medo de sujar as mãos com quem está longe de Deus, diz papa

«É triste o pastor que abre a porta da Igreja e fica lá à espera. É triste o cristão que não sente dentro de si, no seu coração, a necessidade de ir contar aos outros que o Senhor é bom», afirmou hoje o papa Francisco, no Vaticano, criticando a Igreja que fica a «meio caminho».

No centro da homilia que Francisco proferiu na missa a que presidiu estiveram duas parábolas, da ovelha e da moeda perdidas (cf. “Artigos relacionados”), que exigem a desinstalação dos cristãos para saírem da sua acomodação e irem ao encontro de quem está longe da Igreja.

As duas parábolas tornam claro «como é o coração de Deus», salientou o papa, citado pela Rádio Vaticano: «Deus não se detém, Deus não vai até a um certo ponto, Deus vai até ao fundo, ao limite, vai sempre ao limite; não se detém a meio do caminho da salvação, como se dissesse: “Fiz tudo, o problema é deles”».

O fechamento, a recusa de ir ao encontro dos outros é uma «perversão que está no coração daqueles que se creem justos», como os escribas e os fariseus, que «não queriam sujar as mãos com os pecadores».

Neste sentido, prosseguiu Francisco, «ser um pastor a meio caminho é uma derrota», pelo que «um pastor deve ter o coração de Deus, ir até ao limite».

Excertos da homilia:

«O verdadeiro pastor, o verdadeiro cristão tem dentro de si este zelo: que ninguém se perca. E por isso não tem medo de sujar as mãos. Não tem medo. Vai para onde deve ir. Arrisca a sua vida, arrisca a sua fama, arrisca perder a sua comodidade, o seu estatuto, até mesmo perder na sua carreira eclesiástica, mas é bom pastor.»

«É muito fácil condenar os outros, como faziam estes – os publicanos, os pecadores –, é muito fácil, mas não é cristão. Não é de filhos de Deus.»

«[O cristão] não pode estar tranquilo, protegendo-se a si mesmo: a sua comodidade, a sua fama, a sua tranquilidade. Recordai-vos disto: pastores a meio caminho não, nunca. Cristãos a meio caminho, nunca.»

«O bom pastor, o bom cristão sai, está sempre em saída; está em saída de si mesmo, está em saída para Deus, na oração, na adoração; está em saída para os outros para levar a mensagem da salvação.»

«Estes escribas, fariseus, não sabiam, não sabiam o que era levar às costas a ovelha, com aquela ternura, e reencaminhá-la com as outras ao seu lugar. Esta gente não sabe o que é a alegria. O cristão e o pastor a meio caminho talvez saibam de divertimento, de tranquilidade, de uma certa paz, mas não da alegria, aquela alegria que existe no Paraíso, aquela alegria que vem de Deus, aquela alegria que vem precisamente do coração do pai que vai salvar.»

«Isto é muito belo: não ter medo que se fale mal de nós por andarmos à procura dos irmãos e das irmãs que se afastaram do Senhor. Peçamos esta graça para cada um de nós e para a nossa mãe, a Santa Igreja.»

 

Sergio Centofanti / Rádio Vaticano
Trad. / edição: Rui Jorge Martins
Publicado em 06.11.2014

 

 
Imagem Papa Francisco | AFP Photo/Alberto Pizzoli | D.R.
O verdadeiro pastor, o verdadeiro cristão tem dentro de si este zelo: que ninguém se perca. E por isso não tem medo de sujar as mãos. Não tem medo. Vai para onde deve ir. Arrisca a sua vida
O cristão não pode estar tranquilo, protegendo-se a si mesmo: a sua comodidade, a sua fama, a sua tranquilidade. Recordai-vos disto: pastores a meio caminho não, nunca. Cristãos a meio caminho, nunca
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