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Um coração sem nostalgia de Deus nunca pode ser feliz, considera papa

Imagem © Osservatore Romano

Um coração sem nostalgia de Deus nunca pode ser feliz, considera papa

O papa sublinhou hoje, na missa a que presidiu no Vaticano, que um cristão nunca pode deixar apagar a saudade de Deus, pois corre o risco de perder a sua identidade e nunca mais voltar a sentir a alegria.

A homilia de Francisco baseou-se na primeira das leituras bíblicas proclamadas nas eucaristias desta quinta-feira, extraída do livro de Neemias, no passo em que o escriba Esdras convoca, em Jerusalém, uma celebração de louvor a Deus e uma festa para assinalar o regresso do exílio.

«Este povo não só tinha encontrado a sua cidade, a cidade onde tinha nascido, a cidade de Deus, mas este povo, ao ouvir a Lei, encontrou a sua identidade, e por isso estava alegre e chorava», afirmou o papa, citado pela Rádio Vaticano.

Também hoje os cristãos, mesmo que residam sempre no mesmo local, estão sujeitos ao exílio espiritual: «A nossa identidade perde-se no caminho, perde-se em muitas deportações ou autodeportações nossas, quando fazemos um ninho aqui, um ninho acolá, e não na casa do Senhor», frisou.

Francisco ofereceu uma imagem de como as saudades de Deus podem ser abafadas: «Se nós, por exemplo, estamos cheios de alimentos, não temos fome. Se nos sentimos cómodos e tranquilos no local onde estamos, não temos necessidade de ir para outro sítio».

«Eu pergunto-me, e seria bom que todos nós nos perguntássemos hoje: “Estou tranquilo, contente, não tenho necessidade de nada – espiritualmente falando – no meu coração? A minha nostalgia extinguiu-se?», questionou, antes de acrescentar: «Um coração que não sabe o que é a nostalgia não pode fazer festa».

A terminar, o papa insistiu nas interrogação: «Perguntemo-nos como é a nossa nostalgia de Deus: estamos contentes, estamos felizes assim, ou todos os dias temos este desejo de ir em frente?».

«Que o Senhor nos dê esta graça: que nunca, nunca, nunca, nunca, se extinga no nosso coração a nostalgia de Deus», concluiu Francisco.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 01.10.2015

 

 
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