

A conversão não acontece por magia, e o bem, mais do que ser afirmado por palavras, deve passar por atos concretos, sublinhou hoje o papa na homilia da missa a que presidiu, no Vaticano.
«No caminho da vida, da vida cristã, aprende-se todos os dias. Deve aprender-se todos os dias a fazer alguma coisa, a ser melhor do que no dia anterior. Aprender. Afastar-se do mal e aprender a fazer o bem: esta é a regra da conversão», frisou, citado pela Rádio Vaticano.
A conversão «não é ir a uma fada que converta com a varinha mágica: não! É um caminho. É um caminho de afastamento e de aprendizagem», acentuou Francisco, antes de acentuar a necessidade de realizar gestos palpáveis.
«Procurai a justiça, socorrei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva, coisas concretas. Aprende-se a fazer o bem com coisas concretas, não com palavras. Com factos», afirmou.
No Evangelho proclamado nas missas desta terça-feira (Mateus 23, 1-12), Jesus censura a classe dirigente do povo de Israel «porque "dizem e não fazem", não conhecem a concretude. E se não há concretude, não pode existir a conversão».
«"Mas eu tenho tantos pecados...": Não te preocupes: se os teus pecados forem como escarlate, tornar-se-ão brancos como a neve"», ouve-se hoje na primeira leitura das missas (Isaías 1, 10.16-20).
«Este é o caminho da conversão quaresmal. Simples. É um Pai que fala, é um Pai que nos quer bem. E nos acompanha neste caminho de conversão. Apenas pede que sejamos humildes. Jesus diz aos dirigentes: "Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado"», assinalou o papa.