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Contra «fechamento», «resignação», «rotina» e «cristalização» da Igreja, sair ao encontro é a única resposta

Imagem © Jürgen Fälchle/Fotolia

Contra «fechamento», «resignação», «rotina» e «cristalização» da Igreja, sair ao encontro é a única resposta

«Não queremos que a resignação seja o motor da nossa vida; ou será que queremos? Não queremos que a rotina se apodere da nossa vida; ou sim?»: estes foram algumas das interrogações lançadas hoje pelo papa no santuário da Imaculada Conceição, em Washington, capital dos EUA.

Na missa em que declarou santo o P. Junípero Serra, evangelizador da Califórnia, Francisco alertou para a dinâmica da vida diária que conduz «a uma resignação triste que pouco a pouco se vai transformando num hábito com uma consequência letal: anestesiar o coração».

Para «aprofundar a alegria do Evangelho» é necessário contrariar o «espírito do mundo», que convida «ao conformismo, à comodidade», respondendo afirmativamente ao desafio de Jesus: «Ide! Anunciai!».

Cristo «abraçou sempre a vida como esta lhe aparecia: com cara de tristeza, fome, doença, pecado; com cara de ferimentos, sede, cansaço; com cara de dúvidas e de fazer piedade. Longe de esperar uma vida embelezada, decorada, maquilhada, abraçou-a como a encontrava; mesmo que fosse uma vida que muitas vezes se apresentava arruinada, suja, destroçada», assinalou.

Para Francisco, a Igreja «sabe percorrer as estradas poeirentas da história, frequentemente permeadas por conflitos, injustiças, violência», não temendo «o erro», mas sim «o fechamento, a cristalização em elite, o agarrar-se às próprias seguranças».

O padre Junípero Serra é um exemplo do «viver aquilo que é "a Igreja em saída"», que «sabe sair e ir pelas estradas, para partilhar a ternura reconciliadora de Deus», indo «ao encontro de muitos aprendendo a respeitar os seus costumes e as suas características».

O religioso espanhol (1713-1784) pertencente à Ordem dos Frades Menores (Franciscanos) «procurou defender a dignidade da comunidade nativa, protegendo-a de todos aqueles que abusaram dela», frisou o papa, que lamentou a continuidade de «abusos» «na vida de tantas pessoas».

Após a missa, Francisco saudou representantes das comunidades de "nativos" da Califórnia e parou no Seminário Arquidiocesano de S. João Paulo II, inaugurado em 2011, antes de se dirigir à Nunciatura, onde pernoita.

O primeiro compromisso do papa na quinta-feira, às 9h20 locais é a visita ao Congresso dos EUA, seguindo-se um encontro com pessoas sem-abrigo. Pelas 16h00 parte, de avião, para Nova Iorque, onde chegará uma hora depois.

 

Missa e canonização do P. Junípero Serra - Washington, 23.9.2015 (diferido)

 




Visita do papa Francisco a Cuba e EUA : transmissão em direto

 




Rui Jorge Martins
Publicado em 27.09.2015

 

 

 
Imagem © Jürgen Fälchle/Fotolia
A Igreja «sabe percorrer as estradas poeirentas da história, frequentemente permeadas por conflitos, injustiças, violência», não temendo «o erro», mas sim «o fechamento, a cristalização em elite, o agarrar-se às próprias seguranças»
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