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Conhecer, adorar, seguir: Três passos para a vida «simples» do cristão

Conhecer, adorar, seguir: Três passos para a vida «simples» do cristão

Imagem Papa Francisco | Bigstock.com

No centro da vida cristã está Cristo, que pode ser seguido com radicalidade, mas também com simplicidade, sublinhou hoje o papa na missa a que presidiu, no Vaticano, no primeiro dia do Tempo Comum litúrgico, após a conclusão do Tempo do Natal.

«É este o centro da nossa vida: Jesus Cristo. Jesus Cristo que se manifesta, que se faz ver, e nós somos convidados a conhecê-lo, a reconhecê-lo, na vida, nas muitas circunstâncias da vida, reconhecer Jesus, conhecer Jesus», declarou Francisco, citado pela Rádio Vaticano.

O papa acentuou que Cristo é o «Salvador do mundo» com um exemplo: «“Mas eu, padre, conheço a vida daquele santo, daquela santa ou também as aparições daquele ali e acolá…”. Isso está bem, os santos são os santos, são grandes. As aparições, nem todas são verdadeiras, atenção. Os santos são importantes, mas o centro é Jesus Cristo: sem Jesus Cristo não há santos. E aqui a pergunta: o centro da minha vida é Jesus Cristo? Qual é a minha relação com Jesus Cristo?».

Para Francisco há três condições para se afirmar que Cristo está no centro da vida, começando por o reconhecer, ao contrário do que aconteceu no seu tempo, com «os doutores da lei, os sumos-sacerdotes, os escribas, os saduceus, alguns fariseus», que o perseguiram e mataram.

«A mim interessa-se conhecer Jesus? Ou talvez interesse mais a telenovela, os mexericos ou as ambições ou o conhecer a vida dos outros», questionou o papa, antes de frisar que Cristo se conhece na leitura dos escritos bíblicos sobre Cristo: «Esta é a semente [Evangelho]. Quem faz germinar e fazer crescer a semente é o Espírito Santo».

O segundo critério para colocar Cristo no centro da existência é a «oração de adoração em silêncio», a que se segue o desprendimento do mundo: «Depois, tirar do nosso coração as outras coisas que adoramos, que mais nos interessam. Não, só Deus (…). As outras coisas servem se eu sou capaz e adorar apenas Deus».

«Há uma pequena oração que nós rezamos, o Glória: “Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo”, mas muitas vezes dizemo-la como papagaios. Mas esta oração é adoração. “Glória”: eu adoro o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Adorar, com pequenas orações com silêncio diante da grandeza de Deus, adorar Jesus e dizer: “Tu és o único, tu és o princípio e o fim e contigo quero permanecer toda a vida, toda a eternidade. Tu és o único”. E expulsar as coisas que me impedem de adorar Jesus», afirmou.

É igualmente importante, como terceiro critério, seguir Jesus: «É simples a vida cristã, é muito simples, mas precisamos da graça do Espírito Santo para que desperte em nós este desejo de conhecer Jesus, de adorar Jesus e de seguir Jesus».

«Que na simplicidade de cada dia – porque para cada dia para sermos cristãos não são necessárias coisas estranhas, coisas difíceis, coisas supérfluas, não, é simples – o Senhor nos dê a graça de conhecer Jesus, de adorar Jesus e de seguir Jesus», concluiu Francisco.



 

Sergio Centofanti
In Rádio Vaticano
Trad. / edição: Rui Jorge Martins
Publicado em 09.01.2017

 

 
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