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Conferência sobre cinema e cristianismo faz primeiro plano sobre “O movimento como imobilidade”

Conferência sobre cinema e cristianismo faz primeiro plano sobre “O movimento como imobilidade”

Imagem Andrei Tarkovski | D.R.

O P. José Tolentino Mendonça vai encerrar a conferência sobre cinema e cristianismo acerca do tema “O movimento como imobilidade”, que decorre em Lisboa a 24 e 25 de novembro.

A intervenção do biblista e vice-reitor da Universidade Católica (16h00-17h30) realiza-se no Anfiteatro Caleidoscópio (jardim do Campo Grande), após a exibição dos filmes “Rafa” (2012) e “Arena”, de João Salavisa (15h00).

«Nos cadernos de Simone Weil encontramos uma nota que descreve o mar como “um movimento dentro da imobilidade”, a “imagem da matéria primeira”, que leva esta filósofa cristã a ver a música também como um movimento que “toma posse de toda a nossa alma - e este movimento não é nada além da imobilidade”. Talvez esta seja uma descrição ainda mais adequada do cinema, com as suas imagens em movimento. Os seus movimentos podem religar-nos aos movimentos do mundo, aqueles movimentos nos quais um misterioso sentido de ordem, aquilo a que Weil chama imobilidade, emerge», assinala a nota de apresentação da iniciativa.

A conferência «visa examinar as ligações entre o cinema e o cristianismo», focando-se naqueles «aspetos estéticos que, embora não rejeitem representações cinematográficas de temas religiosos, dão primazia ao estilo cinematográfico e à experiência cinematográfica».

No encerramento do primeiro dia está prevista uma mesa redonda com as intervenções de Inês Gil, professora de Cinema da Universidade Lusófona e membro do Grupo de Cinema do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, Tiago Cavaco, pastor Batista, e Gerard Loughlin, da Universidade de Durham).

Antes, no início dos trabalhos, três conferências detêm-se na obra do cineasta russo Andrei Tarkovski (1931-1986), especialmente sobre cristianismo e fé, ícones e busca e redenção espiritual.

As mais de duas dezenas de intervenções são protagonizadas por especialistas portugueses e estrangeiros. A língua de trabalho da conferência será o inglês e as sessões não terão tradução simultânea, explicou Sérgio Dias Branco, da organização, ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

“Paixão”, de Jean-Luís Godard, “O ornitólogo”, de João Pedro Rodrigues, “Aproximações do Cinema e do Cristianismo”, “Padres e pastores: o desafio de novas realidades”, “O pagador de promessas”, de Anselmo Duarte, a “Trindade”, o “Deus escondido”, o legado de Bresson, “A teologia cristã e a dinâmica temporal do Cinema” e o “Silêncio”, de Martin Scorsese, são alguns dos filmes e temas em debate.

O evento é organizado pelo CEC - Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa (integrado no projeto de investigação “Cinema e Mundo: Estudos sobre Espaço e Cinema”), IFILNOVA - Instituto de Filosofia da Nova da Universidade Nova de Lisboa, CECC - Centro de Estudos de Comunicação e Cultura e CITER - Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião da Universidade Católica Portuguesa.

As intervenções ocorrem na Universidade de Lisboa - Faculdade de Letras e na Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.



 

SNPC
Publicado em 01.11.2017 | Atualizado em 16.11.2017

 

 

 
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