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«Começa o tempo do grande perdão», diz papa Francisco, que pede: «Não deixemos cair os braços»

Imagem Papa Francisco reza junto à Porta Santa da basílica de S. João de Latrão, por ele aberta | 13.12.2015 | © Lusa

«Começa o tempo do grande perdão», diz papa Francisco, que pede: «Não deixemos cair os braços»

Eram 9h29 no Vaticano, 8h29 em Portugal continental, quando o papa empurrou a Porta Santa da basílica de S. João de Latrão, a sua catedral. É a terceira porta jubilar aberta por Francisco, depois de Bangui, na República Centro-Africana, a 29 de novembro, e S. Pedro, no dia 8 de dezembro. E hoje é também o terceiro domingo do Advento, chamado de "Gaudete", de alegria, com os paramentos roxos a darem lugar ao rosa.

«Clama jubilosamente (...). Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém. O Senhor revogou a sentença que te condenava»: as palavras da primeira leitura bíblica proclamada nas missas de hoje, extraídas do livro do profeta Sofonias, inspiraram o início da homilia de Francisco, de que apresentamos alguns excertos.

«Abrimos a Porta Santa, aqui e em todas as catedrais do mundo. Mesmo este simples sinal é um convite à alegria. Começa o tempo do grande perdão. É o Jubileu da Misericórdia. É o momento para descobrir a presença de Deus e a sua ternura de pai. Deus não gosta da rigidez.»

«Hoje é-nos pedido que não deixemos cair os braços por causa da dúvida, da impaciência ou do sofrimento.»

«Não nos podemos deixar levar pelo cansaço; não nos é consentida nenhuma forma de tristeza, mesmo se temos motivo para muitas preocupações e para as múltiplas formas de violência que ferem a nossa humanidade. A vinda do Senhor, porém, deve encher o nosso coração de alegria.»

«Diante da Porta Santa que somos chamados a passar, é-nos pedido que sejamos instrumentos de misericórdia, conscientes de que seremos julgados sobre isso. Quem foi batizado sabe que tem um compromisso maior. A fé em Cristo origina um caminho que dura toda a vida: o de ser misericordioso como o Pai.»

«A alegria de atravessar a Porta da Misericórdia acompanha o compromisso de acolher e testemunhar um amor que vai além da justiça, um amor que não conhece fronteiras. É deste amor infinito que somos responsáveis, não obstante as nossas contradições.»

 

Andrea Tornielli
In "Vatican Insider"
Trad. / edição: Rui Jorge Martins
Publicado em 13.12.2015

 

 
Imagem Papa Francisco reza junto à Porta Santa da basílica de S. João de Latrão, por ele aberta | 13.12.2015 | © Lusa
A alegria de atravessar a Porta da Misericórdia acompanha o compromisso de acolher e testemunhar um amor que vai além da justiça, um amor que não conhece fronteiras. É deste amor infinito que somos responsáveis, não obstante as nossas contradições
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