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Cinemateca Portuguesa apresenta ciclo sobre Fátima

Cinemateca Portuguesa apresenta ciclo sobre Fátima

Imagem Cinemateca Portuguesa | Lisboa | D.R.

O centenário das aparições da Virgem na Cova da Iria é o pretexto para um ciclo que a Cinemateca, em Lisboa, apresenta durante maio, com obras que atravessam quase oito séculos de produção cinematográfica nacional.

«Estes filmes trazem-nos uma ponta do imaginário associado ao fenómeno, leituras ou ressonâncias dele, e ainda uma oportunidade de, através dele, viajarmos por tempos e modos diferentes do cinema português», assinala a instituição.

O programa, que «inclui dois dos mais antigos documentos filmados sobre o assunto, ambos datados de 1927», dez anos após as aparições, passa «pelos clássicos dos anos quarenta e o documentarismo pós-1974, desde o cinema mudo até à ficção contemporânea.

«Não é uma mostra exaustiva sobre o assunto, nem tal seria agora exequível devido às operações laboratoriais de restauro que são ainda necessárias para a divulgação de todas as obras em depósito», explica a Cinemateca.

O organismo público promete deixar «para outra ocasião um trabalho mais abrangente com os títulos portugueses e estrangeiros dedicados ao tema».

Exibido na terça-feira, "Fátima milagrosa", do cineasta italiano Rino Lupo (159 min.), é considerada «a mais antiga longa-metragem» sobre o tema, cruzando «o melodrama amoroso com a vertente nacionalista e regionalista que tão bons resultados lhe trouxera antes».

«O filme tem o interesse especial de incorporar imagens documentais de Fátima de 1927 que constituem um dos dois mais antigos registos filmados sobre o fenómeno existentes em arquivo», além de marcar a estreia de Manoel de Oliveira enquanto ator na Sétima Arte.

"Fátima, terra de fé", quarta longa metragem de Jorge Brum do Canto (1953, 102 min.), apresentado quarta-feira, «conta a história de um médico descrente que acaba por converter-se quando o seu filho, vítima de um acidente, é curado por intervenção da Virgem».

Na mesma sessão foi projetada "Coroação de Nossa Senhora de Fátima", de 19 minutos, dirigida em 1946 pelo espanhol Eduardo Garcia Maroto, que regista as «cerimónias da “coroação de Nossa Senhora de Fátima” em presença do Cardeal Livio Mazzella, delegado do Papa Pio XII, e que inclui imagens da peregrinação além de várias outras do percurso e da região».

No dia 30 de maio, às 18h30, propõe-se "Fátima story", de António de Macedo (1975, 79 min.), que evoca as origens do fenómeno e grava a peregrinação ocorrida no ano a seguir à "Revolução dos Cravos", no contexto do conturbado quadro político e social que sacudia Portugal após a transição para a democracia.

O cineasta propõe «um retrato crítico dos comportamentos e atitudes das entidades envolvidas na exploração dos acontecimentos», contrastando com a curta "Fátima no Médio Oriente", de António Lopes Ribeiro e Miguel Spiguel (1968, 11 min.), que «regista uma viagem de um grupo de portugueses a Damasco por ocasião da inauguração de um santuário dedicado a Nossa Senhora de Fátima, acompanhando todo o seu trajeto pela Grécia, Turquia, Líbano, Síria e, no regresso, Roma».

«Dois filmes separados por sete anos de intervalo e uma distância que parece muito superior a isso – um da produção documental de propaganda do regime de finais dos anos sessenta, o outro representativo dos documentários de intervenção pós-25 de Abril de 1974», assinala a Cinemateca.

O ciclo termina no último dia de maio, à mesma hora, com "O milagre segundo Salomé", de Mário Barroso (2004, 94 min.). A obra adapta o romance de José Rodrigues Miguéis, que segue uma jovem prostituta e devota, cruzando a sua história com a dos relatos das aparições de Fátima, que circulam na mesma época. «Retrato de um tempo, é também um filme que se detém na questão da aparência.»

Antes é exibido "A romaria à Fátima", filme mudo de 12 min. rodado em 1927, com imagens da peregrinação desse ano (que apresentamos seguidamente). Juntamente com o excerto incorporado em "Fátima milagrosa", «corresponde às mais antigas imagens sobre o fenómeno existentes em arquivo». 









 

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