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Cineasta portuguesa integrou júri católico na Argentina

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Imagem D.R.

A cineasta Inês Gil, membro do Grupo de Cinema do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, voltou a integrar um júri da SIGNIS, desta vez na cidade argentina de Mar del Plata, entre prédios de construção económica e vivendas de luxo.

Além da docente universitária, o júri da Associação Católica Mundial para a Comunicação no 31.º Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata foi composto por Agustín Neifert (Argentina) e Jorge Juan Villa Quintero (Cuba).

«A competição internacional era muito heterogénea. Foi possível visionar um primeiro filme (um autoretrato de uma jovem israelita e um retrato de uma juventude contemporânea vazia e centrada sobre si própria) e o último de um autor consagrado, o russo Andrzej Konchalovski, que nos ofereceu um novo olhar sobre a história da Segunda Guerra Mundial, nomeadamente o horror da vida nos campos de concentração», escreve Inês Gil.

Além dessas obras, o cartaz do festival, que decorreu entre 18 e 27 de novembro, incluiu «várias obras sul-americanas (uma deles era "Aquárius", do brasileiro Kleber Mendonça Filho) e outras obras originais», acrescenta.



O júri da SIGNIS teve a oportunidade de dar uma entrevista à Rádio Universidade de Mar del Plata e Inês Gil «teve a honra de falar sobre a qualidade do cinema português, o surgimento de uma série de novos cineastas e o seu reconhecimento a nível internacional»



Os jurados atribuíram o prémio SIGNIS a "Scarred hearts" – ("Inimi cicatrizate"), realizado por Radu Jude (Roménia, 2016), «pela qualidade da sua realização e reconstrução histórica e pela sua reflexão sobre a vida, a doença prolongada e a finitude humana», refere Inês Gil.

Além do prémio oficial, foi concedida uma menção honrosa a "El Cristo ciego", de Christopher Murray (Chile, 2016), «pela força visual com a qual se mostra uma realidade social e pelo questionamento que o filme levanta sobre a relação que o homem desenvolve com os valores transcendentes».

O júri da SIGNIS teve a oportunidade de dar uma entrevista à Rádio Universidade de Mar del Plata e Inês Gil «teve a honra de falar sobre a qualidade do cinema português, o surgimento de uma série de novos cineastas e o seu reconhecimento a nível internacional».

O 31.º Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata, que decorreu até 27 de novembro, é o único qualificado como de principal categoria na América Latina pela Federação Internacional de Associações de Produtores de Filmes, ao lado de Berlim, Cannes, Locarno e Veneza, entre outros.

Fundado há 62 anos, o festival, com sede na cidade de Mar del Plata, no litoral Atlântico, província de Buenos Aires, atrai anualmente mais de 130 mil espetadores, que se dividem entre as secções competitivas, o melhor da produção mundial do último ano, assim como retrospetivas, mesas-redondas e encontros com cineastas.











 

Inês Gil
Com Rui Jorge Martins
Publicado em 06.12.2016

 

 

 
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