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Cáritas lança livros sobre ética e teologia, doutrina social da Igreja e «padre das prisões»

Imagem Capa de "Ética e teologia" (det.) | D.R.

Cáritas lança livros sobre ética e teologia, doutrina social da Igreja e «padre das prisões»

"Ética e teologia - Declinações de uma relação", "Impacto da doutrina social da Igreja - No trabalhador e no empresário" e "O padre das prisões portuguesas - Ensaio baseado na vida do P. João Gonçalves" são algumas das mais recentes publicações da Cáritas Editora.

No livro "Ética e teologia - Declinações de uma relação", Américo Pereira reúne textos da sua autoria que «tratam a acão humana sempre na perspetiva da sua relação com isso que constitui o seu absoluto de sentido, em âmbitos vários da humana existência».

«Este absoluto constitui sempre isso que é o sagrado na e da existência humana», salienta o professor da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica, que inclui neste volume alguns textos publicados na página do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

"Pessoa", "Comunidade, "Do bem, ou de Deus" e "Deus, pessoa, comunidade e salvação" são os temas das quatro partes do volume que apresenta um conjunto de reflexões em que a ética se entrecruza com a teologia, «num tecido em que muito da humana atualidade se decide».

A obra "Impacto da doutrina social da Igreja", dissertação de doutoramento de Hermenigildo Encarnação, «apresenta três méritos evidentes», escreve no prefácio Marcelo Rebelo de Sousa, atual Presidente da República.

«O primeiro é a importância do tema que aborda - substancialmente relevante, atual e formativo -, versando, de resto, matéria que tem tudo a ver com a dignidade da pessoa humana», «o segundo é a originalidade do tratamento, que utiliza o trabalho de campo para testar princípios essenciais da doutrina social da Igreja» e «o terceiro é o desafio que lança de aprofundamento das conclusões», sublinha o texto.

Fátima Lobo, que também escreve uma introdução, recorda que a Igreja foi a primeira instituição, no séc. XIX, a dar-se conta de que o «pensamento geral de neutralização e despolitização da ordem de progresso, alimentada pelo incremento dos bens económicos, necessitava de uma ordem que a transcendesse, hetero-regulativa, da qual se fizessem derivar novos paradigmas de compreensão do trabalho e novos programas de ação a serem aplicados pelo Estado e por todos os intervenientes na disciplina do trabalho e do (e no) seu concreto exercício».

O volume contribui para «medir, tanto quanto os instrumentos das Ciências Sociais o permitem, o concreto reflexo» da doutrina social da Igreja no trabalhador e no empresário, ao mesmo tempo que diferencia «o eventual saldo líquido em termos de bem-estar laboral entre os agentes económicos que aceitam e se empenham em dar execução àquele corpo de ideias e os que não as aceitam ou não lhes dão concreto acolhimento».

"A doutrina social da Igreja sobre o trabalho", "O bem comum", "Salário justo", "Direitos e deveres", "A empresa produtiva como comunidade de pessoas gerando lucros e a sua distribuição", "Impacto da DSI no trabalhador e no empresário" e "Conclusões da investigação" constituem os principais assuntos estudados no livro.

No prefácio ao livro "O padre das prisões portuguesas", da cineasta Inês Leitão, co-autora de um documentário sobre o mesmo tema, o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, sublinha que no mundo dos estabelecimentos prisionais «encontram-se pessoas que, para lá dos crimes que possam ter perpetrado, são dignas de uma solicitude e atenção».

«O P. João Gonçalves cedo se deixou tocar por este desafio. Todos reconhecemos o seu trabalho alegre e constante para, em primeiro lugar, entrar dentro das diferentes problemáticas emergentes e, logo de seguida, agir em consonância. Os anos deram-lhe muita experiência e a fé conduziu-o para uma aventura nem sempre consciente do que poderia acontecer. Soube amar as prisões e o amor tornou-o perito em humanidade», realça o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.

Por seu lado, Álvaro Laborinho Lúcio salienta que na vida do padre João Gonçalves «é bem possível surpreender uma vocação para o outro, para a compreensão do outro e para uma imensa capacidade de com ele dialogar, que naturalmente o levou para terrenos onde a condição humana, tantas vezes, conhece experiências que, no limite, a negam e violentam».

«A autora, Inês Leitão, sem perder o fio de homenagem e reconhecimento que por todos nós é devido ao Padre das prisões, leva-nos bem mais longe, trazendo-nos suporte teórico, cultural, religioso, enfim, humano, para podermos acompanhar uma leitura sempre cativante e chegarmos ao conhecimento fundamental para exercermos responsavelmente o direito democrático de opinião sobre um tema acerca do qual, em geral, afirmamos tanto e sabemos tão pouco», assinala o antigo Ministro da Justiça.

A obra informa «sobre o sentido e os objetivos da Pastoral Penitenciária em Portugal» e coloca « interpelações várias, a cruzar Caridade e Misericórdia com Liberdade, Castigo e Consciência e, todas estas, com Perdão e Reconciliação», acrescenta.

«Para o fazermos com um sabor permanente a realidade, não faltam na obra de Inês Leitão episódios que falam só por si e que nos alertam para a concreta dimensão humana onde se projeta necessariamente o nosso abstrato pensamento», aponta Laborinho Lúcio.

"O padre das prisões - O homem", "A Pastoral Penitenciária de Portugal", "Prisão, Igreja e justiça", "Valores cristãos e prisão" e "Um padre contracorrente" são os temas tratados no livro.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 29.05.2016

 

 

 
Imagem Capa de "Ética e teologia" (det.) | D.R.
"Impacto da doutrina social da Igreja" contribui para «medir, tanto quanto os instrumentos das Ciências Sociais o permitem, o concreto reflexo» dos seus textos no trabalhador e no empresário, ao mesmo tempo que diferencia «o eventual saldo líquido em termos de bem-estar laboral entre os agentes económicos que aceitam e se empenham em dar execução àquele corpo de ideias e os que não as aceitam ou não lhes dão concreto acolhimento»
«A autora, Inês Leitão, sem perder o fio de homenagem e reconhecimento que por todos nós é devido ao Padre das prisões, leva-nos bem mais longe, trazendo-nos suporte teórico, cultural, religioso, enfim, humano, para podermos acompanhar uma leitura sempre cativante e chegarmos ao conhecimento fundamental para exercermos responsavelmente o direito democrático de opinião sobre um tema acerca do qual, em geral, afirmamos tanto e sabemos tão pouco»
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