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Leitura: “Capelas de Braga – Novas poéticas da espacialidade ritual”

«Nos últimos anos, as novas capelas dos Seminários Arquidiocesanos de Braga têm merecido atenção especial, no âmbito da renovação da arquitetura religiosa em Portugal e no estrangeiro. Elas adquiririam relevância, antes de mais pelo reconhecimento dos valores nelas gerados, mas também por se encontrarem em instituições de ensino, nomeadamente dos novos pastores.»

É com base nestas constatações que foi recentemente publicado o livro “Capelas de Braga – Novas poéticas da espacialidade ritual”, de Joaquim Carvalho, responsável por coordenar os projetos e a construção das capelas Árvore da Vida, Imaculada e Cheia de Graça, que têm obtido reconhecimento nacional e internacional.

«Nova carne do Corpo de Cristo, estas capelas são “movimento” cultural, epifania ética, refinado despojamento, práticas de esperança», lê-se na sinopse do livro publicado pela Universidade Católica Editora.

Padre da arquidiocese bracarense, Joaquim Carvalho investiga fontes litúrgicas e temas de arquitetura e arte ao serviço da liturgia, assuntos explorados em vários artigos publicados regularmente na página do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Na introdução à obra, o autor mostra-se convicto de que os «projetos visionários» das capelas «estão a dar origem a um movimento de renovação da arquitetura e das artes ao serviço da Liturgia», que se situa «em perfeito alinhamento com a grande Tradição e os desafios do tempo presente».

É justo e necessário valorizar a dinâmica de trabalho em equipa, com a cooperação de todos, no respeito pelas competências e na promoção de um diálogo crítico, aberto e exigente, que não dispensa ninguém do questionamento, das dúvidas, da ousadia e da confiança, durante o processo que precede e acompanha as edificações», sublinha.

Arquitetos, artistas e artesãos de vidro, pedra, metais, prataria, madeira, tecelagem e olaria, entre outros materiais, juntaram-se a especialistas em Bíblia, liturgia, bens culturais, eclesiologia, mariologia, estética teológica, sociologia da religião, antropologia do espaço, filosofia da arte, musicologia e história da arte contribuíram para a edificação das capelas, realça o texto.

“Frédéric Debuyst elogia capelas novas de Braga”, “Incremento dos espaços litúrgicos a ‘dois polos’”, “Raízes da centralidade espacial do altar e do ambão”, “Presbitério em ‘ilha’ central” e “Capelas Árvore da Vida, Imaculada e Cheia de Graça” são os assuntos desenvolvidos no livro.

«A que se deve o incremento dos espaços litúrgicos a ‘dois polos’, ambão e altar face a face? Quais são as raízes da centralidade do altar e do ambão no espaço litúrgico? O que é um presbitério em ‘ilha’ central? Se deseja conhecer um pouco mais, ainda que os temas se apresentem de forma sumária, leia conforme as suas possibilidades», propõe o autor.

Joaquim Carvalho recorda que, «por expressa diligência, a Casa da Arquitetura – Centro Português de Arquitetura, em Matosinhos, que abriu no dia 17 de novembro de 2017, pediu a maqueta das capelas do Seminário Menor, para a exposição de inaugural, intitulada “Poder Arquitetura”, que teve como foco os Pritzker».



 

SNPC
Imagem: Capa | D.R.
Publicado em 05.03.2018

 

Título: Capelas de Braga – Novas poéticas da espacialidade ritual
Autor: Joaquim Félix de Carvalho
Editora: Universidade Católica Editora
Páginas: 72
Preço: 5,00 €
ISBN: 9789725405932

 

 
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