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Bispos começaram assembleia plenária em prisões e lares

Imagem D.R.

Bispos começaram assembleia plenária em prisões e lares

A 108.ª assembleia plenária do episcopado católico do Peru começou esta quarta-feira com os bispos a celebrarem missas «em quatro lugares significativos da caridade cristã, para estarem próximos dos mais necessitados».

De acordo com a página da Conferência Episcopal Peruana, quatro grupos de prelados deslocaram-se a duas prisões - uma masculina, em San Juan de Lurigancho, e outra para mulheres, em Chorrillos -, ao Instituto Nacional de Saúde da Criança, em Breña, e ao Lar San Camilo, próximo da capital, Lima.

«Como se sabe, o papa Francisco pediu que a celebração do Ano Santo “seja um autêntico momento de encontro com a misericórdia de Deus para todos os crentes”. “Que seja uma experiência viva de proximidade do Pai, como se se quisesse tocar com a mão a sua ternura, para que se fortaleça a fé de cada crente e, assim, o testemunho seja cada vez mais eficaz”», sublinham os bispos.

Por isso, continua o comunicado do episcopado, «pensando nas pessoas que padecem de alguma doença e as pessoas privadas da sua liberdade, o Santo Padre pediu que elas também partilhem o “Ano da Misericórdia” vivendo com fé e gozosa esperança este momento de provação, recebendo a comunhão e participando na Santa Missa e na oração comunitária.

«Não podemos escapar às palavras do Senhor, com base nas quais seremos julgados: se demos de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede; se acolhemos o estrangeiro e vestimos quem está nu; se reservamos tempo para visitar quem está doente e preso», lê-se na bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

Acrescenta o papa Francisco, nesse documento: De igual modo ser-nos-á perguntado se ajudamos a tirar da dúvida, que faz cair no medo e muitas vezes é fonte de solidão; se fomos capazes de vencer a ignorância em que vivem milhões de pessoas, sobretudo as crianças desprovidas da ajuda necessária para se resgatarem da pobreza; se nos detivemos junto de quem está sozinho e aflito; se perdoamos a quem nos ofende e rejeitamos todas as formas de ressentimento e ódio que levam à violência; se tivemos paciência, a exemplo de Deus que é tão paciente connosco; enfim se, na oração, confiamos ao Senhor os nossos irmãos e irmãs. Em cada um destes “mais pequeninos”, está presente o próprio Cristo. A sua carne torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga ... a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós».

Terminando amanhã, a assembleia plenária do episcopado peruano, órgão máximo da conferência nacional de bispos, tem como tema principal a análise da realidade social.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 7.7.2016

 

 
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