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Bispo do Porto expressa «gratidão» a Barbosa de Melo em nome da Igreja e de Portugal

Imagem Barbosa de Melo | D.R.

Bispo do Porto expressa «gratidão» a Barbosa de Melo em nome da Igreja e de Portugal

O bispo do Porto presidiu esta sexta-feira à missa exequial de António Moreira Barbosa de Melo, antigo presidente da Assembleia da República e, por inerência, segunda figura de Estado entre 1991 e 1995.

«Estou aqui para lhe afirmar publicamente a homenagem da Igreja do Porto», afirmou D. António Francisco dos Santos, sobre o professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, cofundador do Partido Social Democrata e várias vezes deputado, que morreu a 7 de setembro.

«Estamos todos para lhe testemunhar o nosso preito de gratidão para lá das Terras e das Instituições: a gratidão da Família, a gratidão da Universidade e a gratidão de Portugal», afirmou o prelado na missa celebrada em Lagares, concelho de Penafiel, onde Barbosa de Melo nasceu há 83 anos.

«Nesta sua e nossa terra e nesta igreja de S. Martinho de Lagares, onde tantas vezes rezou e celebrou a sua e nossa fé, quero ser o preito da homenagem e a voz da gratidão das gentes simples, a quem fez tanto bem, e que lhe querem dizer: obrigado», vincou o bispo na homilia, publicada no sítio da diocese do Porto.

D. António Francisco dos Santos evocou as qualidades de Barbosa de Melo «como homem e como cristão, no exemplo, no saber, no convívio, no trabalho e na intervenção cívica, social e política».

«Humano e nobre em tudo, nunca esqueceu que era filho do povo simples, honesto, laborioso e crente. Deste povo que, durante o dia ganha o pão com o suor do rosto e à noite agradece a Deus o pão que reparte à mesa, que multiplica pelos filhos e que tantas vezes generosamente distribui pelos vizinhos», salientou.

Homem de «inteligência fulgurante», destacou-se pela «sua prestigiada ação como jurista e como professor universitário», a par de «persistente e criativa intervenção política sobretudo na Assembleia da República, de que foi digno Presidente», tudo acompanhado por um «testemunho moral radicado na firmeza e no desassombro da fé e ao seu convívio simples, dedicado e próximo».

O prelado salientou que Barbosa de Melo «ofereceu à Universidade e à Academia de Coimbra, onde estudou e ensinou, às Instituições que serviu, às iniciativas cívicas e políticas que liderou e de que era reconhecido inspirador e respeitado protagonista um contributo maior e uma marca indelével em Portugal e na Igreja, que o tempo não deixará esquecer».

«Não seríamos o que hoje felizmente somos em Portugal sem a sua lucidez, ponderação e coragem; sem a sua bondade, inteligência e determinação; sem a sua fé, testemunho e exemplo», apontou.

Barbosa de Melo integrou a comissão para a elaboração da lei eleitoral para a Assembleia Constituinte, em 1974, da qual foi também deputado, logo após a revolução de 25 de abril desse ano, através da qual o país passou a viver em regime democrático, tendo voltado a exercer o mandato de deputado, na Assembleia da República, entre 1976 e 1977 e de 1991 a 1999.

«Só Deus sabe quantas vezes as suas intuições e decisões estiveram na génese de imperativas transformações da sociedade portuguesa e delinearam o horizonte de futuro do nosso País, em momentos determinantes de reencontro ansiado com a democracia, com a liberdade, com a justiça social e com a paz», acentuou o bispo do Porto.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 12.09.2016

 

 

 
Imagem Barbosa de Melo | D.R.
Barbosa de Melo «ofereceu à Universidade e à Academia de Coimbra, onde estudou e ensinou, às Instituições que serviu, às iniciativas cívicas e políticas que liderou e de que era reconhecido inspirador e respeitado protagonista um contributo maior e uma marca indelével em Portugal e na Igreja, que o tempo não deixará esquecer»
«Só Deus sabe quantas vezes as suas intuições e decisões estiveram na génese de imperativas transformações da sociedade portuguesa e delinearam o horizonte de futuro do nosso País, em momentos determinantes»
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