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Basílica mais pequena do mundo foi construída por portugueses e vai ficar no Brasil

Basílica mais pequena do mundo foi construída por portugueses e vai ficar no Brasil

Imagem Igreja de Nossa Senhora da Piedade | Caeté, Brasil | D.R.

A igreja de Nossa Senhora da Piedade, construída no séc. XVIII por portugueses e que guarda a padroeira do estado brasileiro de Minas Gerais, vai tornar-se a partir de sexta-feira, 15 de dezembro, na “basílica mais pequena do mundo”.

Na missa de consagração, presidida pelo arcebispo de Belo Horizonte, D. Walmor de Azevedo, será dedicado o altar da igreja, que passa a chamar-se Ermida da Padroeira – Basílica Nossa Senhora da Piedade.

Os edifícios dedicados ao culto do santuário – além do mais antigo há outro, construído nos anos 70 do século passado, a igreja nova das Romarias – foram elevados a basílicas menores pelo Vaticano.

O anúncio oficial foi feito a 19 de novembro, primeiro Dia Mundial dos Pobres, pelo prelado, durante uma peregrinação de pessoas sem abrigo ao santuário localizado a 48 km de Belo Horizonte, no município de Caeté, a 1746 m de altitude.

A construção começou a ser realizada por António da Silva Bracarena a partir de 1767, quando recebeu licença para erigir uma capela com a invocação de Nossa Senhora da Piedade. Atualmente, recebe cerca de 700 mil pessoas por ano.

A edificação está ligada à narrativa de um milagre: uma jovem surda-muda readquriu o uso da palavra e da audição depois de ter presenciado a aparição da Virgem Maria na serra da Piedade.

«Em 1856, o capuchinho Fr. Luiz de Ravena retomou as obras, ampliando a capela, julgada pequena para comportar o número de fiéis presentes nas celebrações religiosas», lê-se na página do santuário.

Ladeando a nave única encontram-se dois pequenos corredores, espaços antigamente destinados à pousada dos romeiros, que hoje abrigam a capela do Sagrado Coração de Jesus e a capela do Santíssimo Sacramento ou de S. José.



Imagem Igreja Nova das Romarias | Caeté, Brasil | D.R.


As capelas ostentam painéis azulejares com pinturas figurativas datadas de 1996, concebidos pela artista plástica Maria Helena Andrés e executados por Gianfranco Cavedone Cerri.

A imagem de Nossa Senhora da Piedade exposta na igreja do séc. XVIII é atribuída a António Francisco Lisboa (1730-1814), conhecido por Aleijadinho, um dos mais importantes escultores, entalhadores e arquitetos do Brasil. Uma investigação publicada este ano aponta-lhe também a autoria do retábulo do altar-mor.

«Estou muito feliz, porque é o reconhecimento do papa Francisco para um lugar de grande singularidade e expressividade, que une a história de dois séculos e meio, a força espiritual do povo», declarou D. Walmor.

O arcebispo considera que o título, pedido e atribuído em ano jubilar, já que em 2018 se assinalam 250 anos de peregrinações ao santuário, não tem nada a ver com «ostentação, triunfo», mas com a dignidade humana, proximidade de Cristo, acolhimento e simplicidade.

Na sexta-feira começa a novena para a dedicação da denominada Basílica Estadual Nossa Senhora da Piedade – Padroeira de Minas Gerais (igreja nova das Romarias) e consagração do altar, que ocorrerá a 15 de setembro de 2018, dia de Nossa Senhora da Piedade.

Edificada a partir de 1974, com projeto do arquiteto Alcides da Rocha Miranda, a nova igreja caracteriza-se pela utilização de cimento, articulado com outros materiais. No interior, as paredes são revestidas com temas do Evangelho segundo S. Lucas, em cerâmica fosca, executados em 1989 pelo artista plástico Cláudio Pastro.

O papa S. João XXIII proclamou Nossa Senhora da Piedade padroeira de Minas Gerais em novembro de 1958.

O título de basílica é concedido pela Santa Sé a certas igrejas, pela sua antiguidade histórica ou por serem centros de peregrinação.









 

SNPC
Publicado em 12.12.2017

 

 

 
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