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Átrio dos Gentios volta-se para a "luz" e abre-se à astronomia, ciências, arte, filosofia e teologia

Imagem Igreja da Luz | Tadao Ando | Ibaraki, Japão | D.R.

Átrio dos Gentios volta-se para a "luz" e abre-se à astronomia, ciências, arte, filosofia e teologia

A próxima sessão do Átrio dos Gentios, plataforma da Igreja católica para o diálogo entre crentes e não crentes, vai ser dedicada à luz e às múltiplas dimensões por ela evocadas.

O encontro, que decorre a 18 e 19 de março na cidade de Catânia, na ilha italiana da Sicília, reflete um tema aberto a domínios «ligados à astronomia, às ciências sociais, à arte, à música, à filosofia e à teologia», refere a página do Átrio dos Gentios, entidade coordenada pelo Conselho Pontifício da Cultura.

Além da Física, a luz está ligada à «criação dos inícios, mas também à conclusão da história, à vastidão do universo, no espaço e no tempo, à grandeza da alma humana e da sua razão, ao esplendor da forma e, com a sua ausência, à obscuridade do coração do homem e ao próprio mistério do mal».

No tema da luz é igualmente convocada «a ideia da beleza, declinada não só no seu significado estritamente estético, mas sobretudo como manifestação do divino, da racionalidade, da causalidade e da plenitude de todas as coisas».

Os organizadores recordam também que a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2015 como o Ano Internacional da Luz, e que o Prémio Nobel da Física foi atribuído em 2014 a três investigadores japoneses pela invenção dos diodos azuis emissores de luz (LED), que «revolucionaram o modo de iluminar e o próprio conceito de iluminação».

O programa inicia-se com o diálogo intitulado "Contempla o céu e observa", convite extraído do livro bíblico de Job (35, 5), com intervenções do presidente do Conselho Pontifício da Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi, e Carlo Rovelli, professor de Física Teórica na Universidade de Aix-Marseille.

A pergunta "Onde habita a luz?", igualmente retirada do livro de Job (38, 19), contextualiza o diálogo previsto para a manhã do dia 19, com Gianfranco Ravasi, Pierluigi Leone De Castris, professor de História da Arte Moderna na Universidade Suor Orsola Benincasa (Nápoles), e Dionisio Candido, diretor do Instituto Superior de Ciências Religiosas San Metodio de Siracusa.

Na mesma data, à tarde, está agendado novo diálogo - "Quem ama o seu irmão permanece na luz", palavras da primeira Carta de S. João (2, 10) -, com o fotógrafo Giovanni Chiaramonte e o poeta Umberto Fiori.

Ao longo dos dois dias estão previstos diversos apontamentos artísticos, com música e exposições, e, a terminar, um «espectáculo performativo».

O evento insere-se também no «percurso de diálogo» que a Universidade de Catânia tem realizado com as diversas instituições teológicas presentes na região, debatendo «grandes problemas do homem e do mundo» que se abrem a posteriores «aprofundamentos».

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 25.02.2016

 

 

 
Imagem Igreja da Luz | Tadao Ando | Ibaraki, Japão | D.R.
Perante as variadas questões sugeridas pela luz, «encontram espaço as reflexões em torno da arte, da literatura, da poesia, da música, da religião e da ciência». O programa inicia-se com o diálogo intitulado "Contempla o céu e observa", convite extraído do livro bíblico de Job
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