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Ata da reunião do Júri do Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes 2017

Ata da reunião do Júri do Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes 2017

Imagem Luís Miguel Cintra | © Rui Gaudêncio/Público

A 27 de abril de 2017 reuniu em Lisboa, na Universidade Católica Portuguesa, o júri do Prémio Árvore da Vida / Padre Manuel Antunes para ponderar e deliberar sobre a personalidade ou entidade a distinguir no presente ano.

Compareceram os jurados Dom João Lavrador, Padre Américo Aguiar, Padre António Trigueiros, S. J., Maria Teresa Furtado e José Carlos Seabra Pereira; impedido de estar presente, o jurado Guilherme d’Oliveira Martins comparticipou com o envio de proposta escrita e com disponibilidade para contacto telefónico.

Os membros do júri começaram por evocar e homenagear a memória de Maria Helena da Rocha Pereira, recentemente falecida, como um dos nomes mais prestigiantes que o Prémio já distinguiu.

Foram tidas em conta e debatidas sugestões de possíveis premiados, constantes de propostas recebidas pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura ou avançadas pelos próprios membros do júri.

Na sequência desse debate, o júri decidiu, por unanimidade, atribuir a edição de 2017 do Prémio Árvore da Vida / Padre Manuel Antunes a Luís Miguel Cintra, realçando os méritos extraordinários da sua carreira de encenador e ator, de ensaísta e tradutor de literatura dramática, bem como do seu trabalho em prol da difusão declamada de Poesia e Oratória (v. g. do Padre António Vieira e do grande poeta católico Ruy Belo) e do concerto das artes verbais, musicais e cénicas (v. g. com o “Diálogo das Carmelitas” de Bernanos/Poulenc), no quadro de extensa e fecunda intervenção no debate de ideias e de questões ético-sociais no espaço público.

Os jurados destacaram ainda o facto de Luís Miguel Cintra ter cofundado o Teatro da Cornucópia, onde dirigiu, ao longo de 43 anos, mais de 130 peças e um vasto leque de atores, levando à cena autores cimeiros da dramaturgia universal - Shakespeare e Molière, Goethe e Holderlin, Ibsen e Claudel, Pirandello e Brecht, Gorki e Lorca, Camus e Pasolini, Jean Genet e Dario Fo -, assim como os grandes autores portugueses Gil Vicente e Camões, Raul Brandão e Sophia de Mello Breyner, Fiama Hasse Pais Brandão e Tolentino Mendonça.

Na Sétima Arte integrou o elenco de mais de 70 filmes, tendo sido colaborador fiel de Manoel de Oliveira e participado em películas de Christine Laurent, João Botelho, João César Monteiro, John Malkovitch, Jorge Silva Melo, Paulo Rocha e Pedro Costa.

O Prémio Árvore da Vida / Padre Manuel Antunes, instituído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura em parceria com o grupo Renascença Comunicação Multimédia, é atribuído pela Igreja católica para destacar um percurso ou obra que refletem o humanismo e a experiência cristã.

Esta é a décima terceira atribuição do Prémio Árvore da Vida / Padre Manuel Antunes, instituído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura em parceria com o grupo Renascença Comunicação Multimédia, para destacar um percurso ou obra que refletem o humanismo cristão e a experiência de vida por ele inspirada. Nas edições anteriores galardoou o poeta Fernando Echevarría, o cientista Luís Archer S. J., o cineasta Manoel de Oliveira, a classicista Maria Helena da Rocha Pereira, o político e intelectual Adriano Moreira, o trabalho de diálogo entre Evangelho e Cultura levado a cabo pela Diocese de Beja, o compositor Eurico Carrapatoso, o arquiteto Nuno Teotónio Pereira, o pedagogo Roberto Carneiro, o jornalista Francisco Sarsfield Cabral, a artista plástica Lourdes Castro e o Professor de Medicina e Bioética Walter Osswald.



 

SNPC
Publicado em 11.05.2017

 

 
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