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"Ascensão", "O novo aluno" e "Jean-Claude" ganham prémios da Igreja católica no IndieLisboa

Imagem Ascensão (fotograma) | D.R.

"Ascensão", "O novo aluno" e "Jean-Claude" ganham prémios da Igreja católica no IndieLisboa

O filme "Ascensão", do cineasta Pedro Peralta, ganhou este domingo o prémio "Árvore da Vida", atribuído pelos secretariados nacionais da Pastoral da Cultura (SNPC) e das Comunicações Sociais, da Igreja católica, na edição de 2016 do festival IndieLisboa.

«Pela novidade criativa, a que se junta uma clara maturidade estética, a viagem da câmara revela uma "mise-en-scéne" que surpreende o espetador», salienta a declaração do júri, lida na cerimónia de entrega dos prémios do festival, que decorreu este domingo, na Culturgest.

Ao situar-se «entre instalação e projeção cinematográfica, o dispositivo explora o silêncio como força expressiva da narrativa, ampliando gesto e símbolo», assinalam os jurados.

«A morte confunde-se (...) com a vida e o corpo faz-se espírito», lê-se na sinopse da curta-metragem de 17 minutos, concluída em 2016, que teve estreia mundial nesta 13.ª edição do IndieLisboa.

Pedro Peralta, licenciado em Audiovisual e Multimédia e com mestrado em Estudos Fílmicos, já tinha sido selecionado para o IndieLisboa, em 2012, com o filme "Mupepy munatim", que recebeu uma Menção Honrosa do prémio Árvore da Vida e foi exibido na Jornada Nacional da Pastoral da Cultura realizada nesse ano.

O júri decidiu também conceder uma Menção Honrosa a "Jean-Claude", de Jorge Vaz Gomes, «pela subtileza e ritmo do fio narrativo, elaborado a partir de fragmentos fotográficos».

Finalizada em 2016, a curta-metragem de 11 minutos, filmada a preto e branco, envolve o espetador «na biografia indeterminada de uma família, acentuando a importância do resgate da memória», refere a declaração dos jurados.

O filme nasce da descoberta, num mercado de Paris, de caixas com placas fotográficas da década de 1930, «esses anos de paz instável antes do início da Segunda Grande Guerra», que conduzem à história de uma família.

Jorge Vaz Gomes estudou Realização e Fotografia, trabalhando como realizador, fotógrafo e montador, tendo assinado as curtas-metragens "Sobre a mesa", "A encomenda" e "A entrevista".

O prémio Árvore da Vida, no valor de dois mil euros, e a Menção Honrosa, atribuídos a obras que privilegiam valores espirituais e humanistas, foram entregues pelo diretor do SNPC, José Carlos Seabra Pereira.

Os jurados, Inês Gil, professora de cinema e cineasta, João Alves da Cunha, arquiteto, e Rui Martins, do SNPC, viram quatro longas-metragens e 17 curtas da Competição Nacional, pertencendo a esta secção o filme "Ascensão".

Concorreram igualmente ao prémio Árvore da Vida as oito curtas-metragens integradas na categoria "Novíssimos", constituída por filmes de jovens cineastas que estão a dar os seus primeiros passos e que realizaram as suas obras quer em contexto escolar, quer sem apoios institucionais. A esta categoria pertenceu o filme "Jean-Claude".

Na secção IndieJúnior, o júri, composto por estudantes do 9.º ano de escolaridade do Externato de S. José, em Lisboa, acompanhados pelo professor Carlos Gonçalves, entregou o prémio Árvore da Vida, no valor de mil euros, atribuídos pelo SNPC, ao filme "O novo aluno" ("Le nouveau"), do ator e cineasta francês Rudi Rosenberg.

«Benoit, de 14 anos, muda-se do campo para a cidade de Paris. Logo no primeiro dia de aulas as coisas correm pelo pior e ele é excluído do grupo dos populares, acabando por só se dar com três rapazes "geeks". Apesar disso o seu coração não deixa de desejar Johanna», descreve o resumo.

Esta é a primeira longa-metragem de Rosenberg, nascido em 1979, que em 2015 rodou esta ficção de 80 minutos após dirigir três curtas, dias delas sobre a adolescência.

 




 

Rui Jorge Martins
Publicado em 01.05.2016

 

 

 
Imagem Ascensão (fotograma) | D.R.
Concorreram igualmente ao prémio Árvore da Vida as oito curtas-metragens integradas na categoria "Novíssimos", constituída por filmes de jovens cineastas que estão a dar os seus primeiros passos e que realizaram as suas obras quer em contexto escolar, quer sem apoios institucionais
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