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Aretha Franklin: «I say a little prayer»

Extinguiu-se esta quinta-feira, 16 de agosto, uma das vozes mais vigorosas do “soul”, de quem foi batizada a rainha: Aretha Franklin combatia desde 2010 um tumor no pâncreas, que a calou aos 76 anos, na sua casa de Detroit, EUA.

A sua última exibição ocorreu em novembro, em Nova Iorque, na gala da fundação de Elton John pela luta contra a SIDA. Já o seu derradeiro concerto aconteceu em junho de 2017, quando, entre a emoção geral, se dirigiu ao público dizendo: «Por favor, tende-me presente nas vossas orações».

«Estou muito, muito satisfeita pela maneira com evoluiu a minha carreira», afirmou precisamente quando anunciou a decisão de se «reformar».

Nascida em Memphis no dia 25 de março de 1942, e educada em Detroit, Aretha Louise era filha de um dos mais famosos pregadores dos anos 50 e 60, enquanto que a mãe era pianista e vocalista.

E foi exatamente durante as celebrações presididas pelo pai reverendo, que a jovem, com dois filhos nascidos aos 15 e 17 anos, começou a fazer-se notar pela sua voz, baseada no género “gospel”.

Contratada pela editora Columbia, gravou álbuns de jazz, mas a consagração teve de esperar. É só na segunda metade dos anos 60 que se impõe à atenção do público, graças à intuição de Jerry Wexler, genial produtor da discográfica Atlantic, que a transforma na “Queen of Soul”, graças a um conjunto de gravações que se contam entre os discos mais importantes e influentes na história da música popular.

Em 1967 chegou o “single” “(You Make Me Feel Like) A Natural Woman” e, no mesmo ano, “Respect”, que se tornou um hino dos movimentos feministas e em prol dos direitos civis.

Cantou com Ray Charles, George Benson, George Michael, Elton John, Whitney Houston, só para citar alguns. Em 2009 cantou para a tomada de posse de Barack Obama, recusando-se fazer o mesmo quando chegou a vez de Donald Trump.

Em quase 60 anos de carreira, que deveriam assinalar-se em novembro, em Nova Iorque, foi distinguida com 21 prémios “Grammy” e vendeu mais de 75 milhões de disco.

Numa seleção apresentada em 2004 pela revista “Rolling Stone”, Aretha foi colocada no nono lugar, e em 2010 subiu para o quinto posto, a classificação mais alta para uma mulher entre os 100 maiores artistas na história da música, segundo a publicação.

O portal de notícias da Santa Sé, "Vatican News", evoca hoje a artista, recordando a sua «extraordinária e comovente» voz na atuação realizada em Filadélfia, a 26 de setembro de 2015, diante do papa Francisco, por ocasião do Encontro Mundial de Famílias, interpretando "Amazing grace".

































 

Fulvia Degl'Innocenti (editado)
In Famiglia Cristiana
Trad. / edição: Rui Jorge Martins
Imagem: Aretha Franklin | Andy Kropa/Invision/AP | D.R.
Publicado em 17.08.2018

 

 
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