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Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael: Com eles Deus defende, fala e ajuda

Imagem Arcanjo S. Miguel (det.) | Andrei Rublev | C. 1408

Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael: Com eles Deus defende, fala e ajuda

Deus encontra-se a cada dia nas realidades que nos rodeiam, nos rostos das pessoas que nos são próximas, nas experiências de vida do quotidiano, ainda que permaneça sempre o “totalmente outro”.

Os anjos recordam-nos continuamente esta alteridade-proximidade de Deus, e na Bíblia realizam precisamente essa missão.

Hoje, 29 de setembro, a Igreja recorda três desses anjos de grau “mais elevado”: os arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael. Cada um exprime uma modalidade da presença de Deus entre os seres humanos. Miguel é o defensor do maligno, Gabriel é aquele que leva o anúncio – em particular a Maria –, e a Rafael é confiada a tarefa de defender os fracos.

Eles mostram-nos o rosto de um Deus amoroso, ao mesmo tempo que nos convidam a ser nós mesmos “anjos” para o próximo.

«No caminho e nas provações da vida não estamos sozinhos, mas somos acompanhados e amparados pelos Anjos de Deus que oferecem, por assim dizer, as suas asas para nos ajudar a superar muitos perigos, para podermos voar alto em relação àquelas realidades que podem pesar sobre a nossa vida ou arrastar-nos para baixo», afirmou o papa Francisco.

Para o papa emérito Bento XVI, «o anjo é uma criatura que está diante de Deus, orientada, com todo o seu ser para Deus. Os três nomes dos Arcanjos terminam com a palavra "El", que significa "Deus". Deus está inscrito nos seus nomes, na sua natureza. A sua verdadeira natureza é a existência em vista dele e para Ele. Explica-se precisamente assim também o segundo aspeto que caracteriza os anjos: eles são mensageiros de Deus. Trazem Deus aos homens, abrem o Céu e assim abrem a Terra».

«Miguel — que significa “quem é como Deus?” — é o campeão do primado de Deus, da sua transcendência e do seu poder. Miguel luta para restabelecer a justiça divina; defende o Povo de Deus dos seus inimigos e sobretudo do inimigo por excelência, o diabo», declarou o papa Francisco aquando da inauguração de uma estátua a S. Miguel Arcanjo, a quem o Estado da Cidade do Vaticano foi consagrado.

A 8 de setembro de 1957, o papa Pio XII declarou Gabriel como «padroeiro celeste do telégrafo, do telefone, da rádio e da televisão», por ter levado ao género humano «a tão desejada boa nova da Redenção». Hoje, cabe aos cristãos serem anunciadores do chamamento de Cristo.

Bento XVI recordava que do arcanjo Rafael «são referidas no Livro de Tobias duas tarefas emblemáticas de cura. Ele cura a comunhão importunada entre homem e mulher. Cura o seu amor. Afasta os demónios que, sempre de novo, rasgam e destroem o seu amor. Purifica a atmosfera entre os dois e confere-lhes a capacidade de se receberem reciprocamente para sempre».

 

Matteo Liut (Avvenire), Rui Jorge Martins (SNPC)
Publicado em 29.09.2015

 

 
Imagem Arcanjo S. Miguel (det.) | Andrei Rublev | C. 1408
«Os três nomes dos Arcanjos terminam com a palavra "El", que significa "Deus". A sua verdadeira natureza é a existência em vista dele e para Ele. Explica-se precisamente assim também o segundo aspeto que caracteriza os anjos: eles são mensageiros de Deus. Trazem Deus aos homens, abrem o Céu e assim abrem a Terra»
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