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Crispino Valenziano: apostolicidade e arquitetura eclesial da capela Imaculada

Crispino Valenziano: apostolicidade e arquitetura eclesial da capela Imaculada

Imagem Crispino Valenziano no Pontifício Colégio Português em Roma | © Joaquim Félix

«A ideia de que uma celebração de frente para o povo poderia ter sido uma celebração primitiva, e em particular aquela da ceia eucarística, não tem outro fundamento senão numa errada conceção daquilo que poderia ser uma refeição na antiguidade, cristã ou não que fosse. Em nenhuma refeição do início da era cristã o presidente de uma assembleia de comensais estava de frente para os outros participantes. Eles estavam todos sentados, ou reclinados, sob um lado convexo de uma mesa em forma de sigma, ou de uma mesa que tinha aproximadamente a forma de uma ferradura de cavalo. O outro lado era sempre deixado livre para o serviço. Em nenhuma parte, portanto, na antiguidade cristã, seria possível ocorrer a ideia de colocar-se diante do povo para presidir uma refeição. Na verdade, o carácter comunitário da refeição era colocado em relevo precisamente pela disposição contrária, isto é pelo facto de todos os participantes se encontrassem do mesmo lado da mesa.» (L. Bouyer, "Architettura e liturgia", Bose 1998, 38.)



O conhecimento e a cultura geram e recriam a liberdade. Ao contrário, desinvestir no cuidado das suas fontes equivale a matar as sedes vitais, em última instância, a minguar a condição humana. A apostolicidade cristã vive desta promoção da sede sapiencial, a dessedentar gratuitamente no Espírito que jorra desde o interior, aberto para sempre, até aos desertos existenciais. Também nós incorporamos os trespasses do corpo ressuscitado de Cristo, no lado, nos pés e nas mãos: na vida sacramental de peregrinos até tornarmo-nos ‘cristofanias’, transparências d’Ele à luz da Páscoa.

À semelhança dos primeiros antioquenos, seremos reconhecidos como ‘cristãos’ pelo testemunho segundo o estilo de Cristo, e, ainda mais em nossos dias, na condição de não O escondermos, na nossa identidade a construir nas suas aberturas, nas feridas encobertas, nas portas fechadas por medo, na ininteligibilidade das linguagens. A leitura dos Atos dos Apóstolos, que substitui no tempo pascal as do Antigo Testamento, é desafio à apostolicidade, na coerência de atos e palavras, a sermos porta-vozes de Cristo, cuja novidade de vida resplandecerá na Igreja, em cada fiel.

Esta apostolicidade pode e deve transparecer na ‘arquitetura’ eclesial, desde logo e a seu modo também, nas casas onde os cristãos se reúnem para habitar e celebrar a divina liturgia na presença e sob o olhar de Deus, que, desde no princípio, nos pede para escutar: «Shemà Israel», שמע ישראל; «Ouve, ó Israel» (Deut 6,4-9). Uma arquitetura cristã, digna do Corpo novo edificado em três dias, tem entre as suas polaridades, as mesas da Palavra e do Pão da Vida, no centro das quais Cristo serve quem se dispuser à volta, à semelhança da disposição no discurso das bem-aventuranças e na última ceia. Como outrora, talvez as suas palavras ajudem a calar certas discussões. Sim, Ele nos diz também para serenar: «Os reis das nações as dominam, e os que as tiranizam são chamados benfeitores. Quanto a vós, não deverá ser assim; pelo contrário, o maior entre vós torne-se como o mais jovem, e o que governa como aquele que serve. Pois, qual é o maior: o que está à mesa, ou aquele que serve? Não é aquele que está à mesa? Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve!» (Lc 22, 24-27)



Imagem Primeiro e quarto ícones da "via lucis", referentes à ressurreição de Jesus e a Tomé que coloca a mão no lado aberto de Jesus, pintados por Lisa Sigfridsson | © Joaquim Félix

Antes de mais e na perspetiva de melhor adequação, espera-se que a organização espacial das ‘instâncias litúrgicas’ (altar e ambão; cadeiras do celebrante principal, dos ministros e demais fiéis; tabernáculo, batistério, porta principal, etc.) das capelas e igrejas corresponda à diversidade de serviços a promover a favor do povo de Deus. Há dinamismos comuns e caraterísticas próprias, segundo se trate de capelas, igrejas, basílicas ou catedrais. Nesta matéria, para aqueles que agora se veem envolvidos neste serviço à Igreja, é importante conhecer e fazer uma hermenêutica crítica da história das construções cristãs (pelo menos, pois o conhecimento geral da arquitetura é também importante) ao longo de todos séculos, tendo presentes as circunstâncias, nomeadamente as culturais e sociopolíticas, e as interpretações teológicas do cristianismo em cada época; entrar nos grandes debates sobre a arquitetura e as artes ‘litúrgicas’, que se fizeram durante o século XX e na primeira vintena do presente século; e, ainda com a mesma perspicácia, discernir os sinais e desafios do tempo presente que, à luz da fé, exigirão ‘paradigmas’ não plagiados mas refontalizados na novidade da bela notícia e vida de Jesus de Nazaré, da qual vivem em contínua genealogia as novas gerações de discípulos Seus.

A documentação da Igreja sobre as novas construções e a reorganização de espaços pré-existentes é outra instância a ter em conta. Por sua vez, a sua interpretação apresenta-se tão variada quanto o catolicismo admite e promove (sem esquecer que o cristianismo nasceu e cresceu ‘plural’), como se constata, quer pelas práticas contemporâneas seguidas nas diferentes Igrejas locais, com o apoio das respetivas Conferências Episcopais, quer por uma plêiade de autores que refletem estes assuntos em Congressos Internacionais, jornadas e literatura própria.



Imagem Panorâmica do mosteiro de Saint-André de Clerland (Bélgica), fundado por Fréderic Debuyst | D.R.

No artigo «Espaço litúrgico de três capelas», publicado neste website, referimos e transcrevemos a apreciação, elogiosa e contextualizada, de Fréderic Debuyst, monge beneditino e fundador do Mosteiro de Saint-André de Clerland (Bélgica), em relação ao espaço litúrgico e às principais características arquitetónicas das novas capelas dos seminários arquidiocesanos de Braga. Agora chegou a vez de partilhar mais informação, neste caso sobre a organização litúrgica da capela Imaculada, produzida por outra grande autoridade neste domínio, Crispino Valenziano. De facto, consultámo-lo, através de correspondência epistolar, para se pronunciar sobre a organização das principais instâncias litúrgicas, tal como se encontram relacionadas neste momento, a partir da sua fundamentação de base. Aliás esta tem sido uma prática habitual, pois também foi consultado para alguns aspetos da capela Árvore da Vida. Todavia, antes de dar a conhecer as suas palavras, seria bom referir algumas notas sobre Crispino Valenziano, porventura não de todos conhecido.

É verdade que, na homilia da dedicação da capela Imaculada, celebrada a 6 de dezembro de 2015, o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, se referiu a ele, após a saudação e o agradecimento aos membros da equipa de trabalho e ao diretor do Seminário, responsáveis pela sua reabilitação: «A igreja-edifício, como diz o conhecido liturgista Crispino Valenziano, relativamente à igreja de pessoas é o vestido que a protege, que dá sentido às suas funções, a ilumina no seu simbolismo e a adorna na sua beleza.» Não obstante a qualidade deste destaque, podem fornecer-se outros dados relevantes. Ele nasceu em 1932 na cidade de Cefalù, na Sicília, contando portanto 85 anos. Da sua atividade académica, é suficiente dizer que foi Professor ordinário de Antropologia Litúrgica e de Espiritualidade Litúrgica no Pontifício Instituto Litúrgico Santo Anselmo, em Roma, e ensinou Composição Cultual na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Palermo. Quanto à sua colaboração com os dicastérios da Santa Sé, refira-se que é membro do Pontifício Conselho para os Bens Culturais da Igreja e da Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra. Criador de linguagem própria, escreveu imensos artigos e mais de vinte livros, cujas temáticas se centram sobre temas que têm que ver com a reforma e a espiritualidade litúrgica promovida pelo Concílio Ecuménico Vaticano II, a epistemologia da via pulchritudinis e a arquitetura e artes litúrgicas. O seu livro Architetti di chiese, publicado em 2005 pelas Edizioni Dehoniane Bologna, tornou-se um clássico no domínio da arquitetura religiosa. Recenseou, por toda a Itália, centenas de criações litúrgicas históricas: altares, ambões, batistérios, cadeiras, portas e candelabros pascais, pinturas e mosaicos, etc. Para além de estudar o património litúrgico histórico, colaborou na criação de novas peças: vg. com Virginio Ciminaghi, que esculpiu o novo altar da catedral de Cefalù, Palermo; e com Renzo Piano, arquiteto do novo Santuário de S. Pio de Pietrelcina, em S. Giovanni Rotondo, specie no batistério exterior e no ambão. Com inteira justiça, Crispino Valenziano é considerado por muitos como um dos maiores especialistas a nível mundial em arte sacra.



Imagem Batistério exterior no santuário de S. Pio de Pietrelcina em S. Giovanni Rotondo, Itália | © Joaquim Félix

Imagem Batistério exterior no santuário de S. Pio de Pietrelcina em S. Giovanni Rotondo, Itália | © Joaquim Félix

Para facilitar a apresentação do seu pronunciamento em relação à organização do espaço litúrgico da capela Imaculada, seguimos uma ordem: primeiro, aparecem as perguntas que lhe fizemos, com as mesmas imagens enviadas; de seguida, transcrevemos as palavras que ele enviou na carta expedida desde Roma. Antes disso, porém, a nossa Carta tem uma introdução, para que ele se sentisse devidamente contextualizado. Vale a pena transcrever parte dela, embora traduzida do italiano para português, pois pode ser útil também para os leitores:

«Agora, em relação à grande capela do Seminário Menor, estamos a reorganizar o espaço, com uma grande intervenção. Devo dizer que seguimos o plano organizado a ‘dois pólos’, altar e ambão quase face a face, com o presbitério em ilha central, a cadeira da presidência e o lugar dos ministros de modo que, sem deixarem de exercer o seu ministério, seja claro que todos estão em condições de se sentirem no interior da assembleia, sujeito da liturgia.

Fréderic Debuyst, que conhece muito bem, escreveu um livro novo, sobre igrejas e capelas em universidades, seminários e instituições de formação, e não esqueceu as novas capelas dos Seminários de Braga. Este livro será pulicado no final deste ano de 2017. Elogiou as capelas e contextualizou este tipo axial a ‘dois pólos’, sobretudo com exemplos de França, entre outras, a capela dos bispos franceses em Paris, e tantas outras na Alemanha. Mas há muitas mais, como sabemos, e como ele apresentou no livro.

Depois desta apresentação, queria pedir-lhe vários conselhos, sobretudo em relação ao lugar da cadeira do celebrante principal, os lugares dos ministros e do ambão. Recordo que não é uma igreja paroquial mas de Seminário e, portanto, não tem todos os requisitos como, por exemplo, um batistério…»

Depois desta contextualização, seguem-se as questões e as respostas.

 

1.  Cadeira do celebrante presidente

Da nossa Carta:

«Em relação à cadeira do celebrante presidente, colocámo-la num ângulo do altar, com uma certa vizinhança e visibilidade dos fiéis na celebração, no interior do espaço central, que Andrea Longhi, historiador e professor no Politécnico de Turim, denominou ‘presbitério em ilha central’. Em relação a este assunto, o Sr. escreveu, em Architetti di chiese e Scritti di estetica e di poietica, algo que nós (Equipa de Trabalho) apreciamos muito, para colocar a cadeira do celebrante presidente: «Se o arquiteto pergunta onde colocar a cadeira do celebrante presidente, deve-se dizer-lhe que desde o seu lugar fixo com toda a assembleia ele escuta a palavra de Deus porclamada pelos leitores ou o canto da Schola, canta com a aassembleia, entoa as orações e cânticos comuns; portanto, a cadeira deve ter um certo relevo visível, deve ser de tal modo a estabelecer a relação com a assembleia, e pode colocar-se em diversos lugares, na abside ou perto do altar ou no meio da assembleia como acontece alguns ritos orientais.» (p.153)

Nós colocámo-la numa posição ligeiramente diagonal, como sucede em algumas catedrais, onde o celebrante presidente pode estar em contacto direto com o maior número de fiéis da assembleia, seguindo de perto as indicações do seu texto.

Questão: Vendo as imagens, mesmo se com uma cadeira provisória (a definitiva está ainda em fase de estudo), que nos pode dizer desta possibilidade?



Imagem © Joaquim Félix

Imagem © Joaquim Félix

Imagem © Joaquim Félix

Resposta de Crispino Valenziano

«A configuração que agora chamamos (com demasiada aproximação) “presbitério em ilha central”, na realidade é uma revisitação, no nosso pós-Concílio, sob a estruturação do Bema na Aula (espaço litúrgico) segundo o “arcaico” questroma do rito siríaco – revisitação possível e até desejável.

No tempo de João Paulo II no Vaticano foi estruturada assim a Capela papal “Redemptoris Mater” (que, infelizmente, foi desmontada no tempo do papa Bento XVI). Ou seja, do lado da entrada na Capela – da Porta que significa Cristo Senhor – em frente do Altar, que est ipse Christus, está a cadeira do Celebrante presidente. Dos seus lados direito e esquerdo, em filas, uma depois da outra, em posição frente a frente, de um e outro lados, da Porta para o Altar, está reunida a Assembleia.»

 

2. Cadeiras para os ministros

Da nossa Carta:

«As cadeiras para os ministros são iguais às de todos os participantes da assembleia: i.e., oa leitores sentam-se junto do ambão e os outros perto da credência e do presidente celebrante para os seus serviços litúrgicos. Quandos os padres forem mais, sentam-se na primeira fila de cadeiras, todavia sem haver cadeiras especiais para eles.

Questão: Observando as imagens, a pergunta é simples: Parece-lhe que exista algum problema teológico se os padres se sentarem no presbitério central em ilha, sem uma clara separação de todos os outros membros da assembleia celebrante?»



Imagem © Joaquim Félix

Imagem © Joaquim Félix

Resposta de Crispino Valenziano

«A primeira fila de ambos os lados está reservada para os ministros, em ordem ministerial decrescente, dos lugares mais próximos do Altar aos lugares mais próximos da Cadeira do Celebrante presidente; o qual está aí desde o início – depois da “saudação” ao Altar – até o ofertório, e depois da comunhão até à saudação final. Obviamente é preciso adequar com muita atenção às deslocações e a ordem dos movimentos necessários, que resultarão de uma certa complexidade; mas se excluirmos qualquer pressa e toda a sobreposição, se pode conseguir bem.»

 

3. Ambão

Da nossa Carta:

«O ambão foi colocado quase no centro espacial da ilha-bema, do lado Este, que é, o lado do sol nascente. Note-se que a igreja não é uma construção versus orientem. A Palavra de Deus que cria uma centralidade, um povo, uma assembleia, em escuta. Para valorizar o lugar, o ambão foi elevado sobre um supedâneo em pedra. Estamos a pensar colocar uma lâmpada de luz natural, sempre acesa como acontece junto do Tabernáculo. Sobre o ambão permanece o livro da Palavra de Deus, aberto e no Evangelho do dia.»

Questão: O que é que nos pode dizer acerca do lugar do ambão? E desta valorização da Palavra de Deus, com o mesmo sinal da lâmpada eterna junto do Tabernáculo?»



Imagem © Joaquim Félix

Resposta de Crispino Valenziano

«É uma coisa que convence situá-lo quase no centro espacial do questroma, colocando os leitores e o diácono de costas para o Altar voltados para a entrada: nem mais nem menos aí aonde o Ambão estava nos seus começos, e hoje quando os instrumentos técnicos disponíveis permitem ultrapassar por si antigos inconvenientes, sem a preocupação se estão de face, se de costas se de lado, etc.

E convence-me a vossa “lâmpada a luz natural”, porque já em 787 o Concílio Niceno II afirma que o Ambão com o Evangeliário no seu atril “fala também quando na Aula não está ninguém presente” (assim como a presença eucarística no nosso “recente” tabernáculo).»



Imagem Lampadário junto ao Tabernáculo da capela Imaculada | © Joaquim Félix

Imagem : Lampadários junto ao sacrário da capela Cheia de Graça e do ambão na capela Imaculada | © Joaquim Félix

A generosidade de Crispino Valenziano é extraordinária, pois sem o termos solicitado, avançou ele mesmo uma ideia, que, como escreve, é opinável, sobre o lugar do batistério e os elementos a nele colocar. Agradecemos-lhe tão belo programa para o batistério e, no devido tempo, depois de meditada nas reuniões da Equipa de Trabalho, poderá ser implementada. Eis a sua ideia:

«Acrescento a minha ideia (opinável) relativamente ao Batistério. Colocaria uma bacia movível num dos lados do Ambão e, do outro lado, um candelabro movível para o círio pascal segundo as ocorrências; deixando porém sempre no seu lugar as bases de ambos com as inscrições legíveis da teologia paulina do batismo. Isto é, uma seleção feita com sapiência, intelecto, conselho e ciência, de Rm 6 e 1Cor 10, 1-4/12,13; de onde se depara que o Ambão significa o Sepulcro Vazio do Ressuscitado, e pondo permanentemente na base do atril de suporte ao Evangeliário o Crisma da Confirmação.»

Quando permanecemos abertos, no espírito das ‘aberturas’ do Corpo de Cristo ressuscitado, a nossa apostolicidade saberá encontrar sempre as vias do Espírito ao encontro de Deus e dos irmãos, antes de mais para escutá-los e atendê-los. Não nos sentimos capazes de rejeitar bons conselhos. Quanto é belo atender à generosidade destes ‘anciãos’! Crispino Valenziano, Fréderic Debuyst, obrigado pela vossa colaboração!

Para praticar a liturgia com esta organização do espaço, é importante compreender que estes ‘grandes homens’ se movem dentro do espírito da reforma litúrgica promovida pelo Vaticano II. E não é por serem idosos, que defendem uma liturgia sem pressas. Ainda jovem presbítero, Crispino Valenziano esteve presente em várias sessões conciliares e na Sala Stampa. Embora em italiano, se tiverem tempo, beneficiem de dois vídeos que podem visualizar a partir dos respetivos "links": a conferência que fez numa ação de formação do clero da Arquidiocese de Messina Lipari S. Lucia del Mela, sob o tema «La liturgia splenda per la bellezza del celebrare» (1); e a resposta que deu à pergunta «A 50 anos do Concílio, como vê a liturgia de hoje?» (2), gravada por ocasião de um ciclo de conferências, promovido pelo Pontifício Colégio Português, para marcar os 50 anos do Concílio Vaticano II. De facto, ainda que possa parecer um refrão, só podemos concluir com L. Bouyer: «A maneira como construímos as nossas igrejas constituirá a manifestação por excelência da qualidade da nossa vida eclesial, da nossa vida de comunhão no corpo de Cristo.» (L. Bouyer, Architettura e liturgia, Bose 1998, 12)



(1) Encontro de Formação do Clero com Mons. Crispino Valenziano (22 março 2012): Vídeo
(2) A 50 anos do Concílio, como vê a liturgia da Igreja de hoje? - Mons. Crispino Valenziano: Vídeo

 




 

Joaquim Félix
Publicado em 14.05.2017

 

 
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