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A vida é uma sucessão de “hojes” irrepetíveis que se jogam no coração

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Imagem KrisLeov/Bigstock.com

O «hoje» que não se repete e o «coração» aberto a Deus e ao mundo constituíram as pedras angulares da homilia que o papa proferiu hoje na missa a que presidiu, na Casa de Santa Marta, no Vaticano.

Francisco baseou-se num excerto da Carta aos Hebreus, proclamada nas celebrações eucarísticas desta quinta-feira, retomado no refrão do salmo: «Hoje, se ouvires a sua voz, não endureçais os vossos corações».

O «hoje» de que falam as leituras é um tempo único, irrepetível, a que se opõe «a tentação do amanhã que não acontecerá», como na parábola das virgens que, por não estarem vigilantes, encontraram definitivamente fechada a porta do noivo (Mateus 25), sublinhou o papa, refere a Rádio Vaticano.

«Digo-vos isto não para vos assustar, mas simplesmente para dizer que a nossa vida é um hoje: hoje ou nunca. Eu penso nisto. O amanhã será o amanhã eterno, sem ocaso, com o Senhor, para sempre. Se eu sou fiel a este hoje. E a pergunta que vos faço é esta que faz o Espírito Santo: “Como vivo eu este hoje?”», questionou o papa.

A atitude pessoal assumida dia a dia e as ações que dela derivam dependem dos sentimentos em relação a Deus e às pessoas: «No nosso coração joga-se o hoje. O nosso coração está aberto ao Senhor?», perguntou.



«Vamos para casa apenas com estas duas perguntas: como é o meu hoje? O fim pode ser hoje mesmo, este dia ou muitos dias depois. Mas como vai o meu hoje, na presença do Senhor? E o meu coração, como está?»



«Fico sempre sensibilizado quanto encontro uma pessoa idosa – muitas vezes padres ou irmãs – que me dizem: “Padre, reze pela minha perseverança final”. “Mas toda a vida fez bem, todos os dias do seu hoje são no serviço ao Senhor, e tem medo?” “Não, não: a minha vida ainda não acabou: quero vivê-la plenamente, rezar para que o hoje chegue pleno, pleno, com o coração firme na fé, e não estragado pelo pecado, pelos vícios, pela corrupção», prosseguiu Francisco.

A terminar, o papa vincou que «o hoje não se repete», pelo que é preciso ter o coração «não fechado, não endurecido, não sem fé, não perverso, não seduzido pelos pecados», como o coração daqueles que perseguiam Cristo.

«Vamos para casa apenas com estas duas perguntas: como é o meu hoje? O fim pode ser hoje mesmo, este dia ou muitos dias depois. Mas como vai o meu hoje, na presença do Senhor? E o meu coração, como está? Está aberto? Está firme na fé? Deixa-se conduzir pelo amor do Senhor? Com estas duas perguntas peçamos ao Senhor a graça de que cada um de nós tenha necessidade», concluiu Francisco.



 

In "Rádio Vaticano"
Edição: Rui Jorge Martins
Publicado em 12.01.2017

 

 
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