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A Universidade e os desafios que lança à sociedade e Igreja

O que é a universidade? O que é que nela se procura? A que problemas é que responde? Com o impacto das novas tecnologias, em que é que se está a transformar? É a universidade um espaço onde se produz a socialização de certos valores comuns? Em caso afirmativo, de quais? Tem sido a universidade uma entidade formadora da consciência do país? Tem sido um espaço de luta contra uniformidades ideológicas ou relativistas? Nos seus programas curriculares, há espaço para a discussão sobre o nosso património identitário e sobre os direitos das pessoas? Não estará a universidade a desviar-se dos saberes humanistas e a apostar apenas no saber pragmático, forjando uma cultura de desequilíbrio entre os altos níveis do saber técnico e científico e a preocupante carência de formação ética, capaz de estabelecer marcos de referência claros?

A universidade não é um projeto político, uma ideia ou um ideal. É uma realidade histórica, cultural e moral. Como realidade histórica, insere-se num determinado contexto, tem um período de nascimento, de maturação e de evolução. Tem, por isso, memória e vida, e em cada contexto, cultura ou nação assume dinâmicas próprias, de acordo com a identidade que lhe assiste. Como realidade cultural, a universidade é, por definição, naturalmente aberta, universal e globalizante, o que lhe confere uma certa unidade na diversidade, ao integrar distintas formas de vida que coexistem nas sociedades. Por isso, o tecido que a configura é multicultural, em formas e intensidades diversas. Já como realidade moral, a universidade assenta em valores universais e em direitos humanos fundamentais, que são independentes de acordos ou reconhecimentos públicos. É esta base moral que permite que a universidade funcione como uma plataforma natural de diálogo entre pessoas, povos e nações, ao integrar línguas, culturas e religiões, já que todos, independentemente do seu saber, respeitam uma gramática comum, que Chomsky apelidou de gramática universal. Somos realmente iguais, com as nossas acentuadas diferenças. O respeito por este elemento comum, a natureza humana universal, que vale em todos os povos e países, é a condição sine qua non para o desenvolvimento do sentido crítico e criativo de qualquer investigação ou projeto no seio da universidade.



Não obstante todas as capacidades que a tecnologia potencia, estamos próximos de deixar aos nossos vindouros uma herança muito pesada, um legado que nós próprios poderíamos não gostar de receber



De onde vem a construção desta realidade? Quem é que lhe deu vida? As suas raízes encontram-se no profundo desejo de alcançar a verdade, na vontade do gaudium de veritate que o doutor de Hipona refere nas Confissões (liv. X, cap. XXIII), em querer pôr o saber ao serviço dos demais. Mas a universidade, como communitas, é uma criação medieval consagrada à investigação, ao ensino e à formação. O seu programa pendia do manancial do Magistério da Igreja e o seu objetivo centrava-se na procura das raízes das coisas, pelo que havia como que uma consagração à verdade.

Remontando a esta época, facilmente encontramos os conteúdos sistematizados em grandes sínteses, sendo o saber, então mais ordenado e integrado, colocado aos poucos ao serviço das comunidades, estabelecendo-se assim verdadeiros vínculos de união entre as universidades e as sociedades.

Como se afirma em Uma História da Universidade na Europa, nos inícios do séc. IX havia dois tipos de escolas: as monásticas, criadas a partir do monacato, e as episcopais, fundadas pela sede catedralícia, sob a autoridade do chanceler. Em ambos os casos, as escolas ensinavam matérias relacionadas com o bem público, como as artes, a teologia, a medicina e o direito.



Há que evitar a monocultura do saber, e reconhecer que o sistema que construímos produziu ruturas humanas muito fortes, ao produzir uma minoria com altos padrões de consumo e uma maioria empobrecida. Nenhum muro ou fronteira resistirá a este sistema que continuamos a reproduzir



Com o aumento da burguesia e a consequente transformação do tecido social, na segunda metade do séc. XII, os estudos ganham importância, com novo ardor e novos conteúdos. Professores e estudantes agrupam-se em comunidades dotadas de autonomia administrativa e liberdade de cátedra, uma realidade que posteriormente será chamada universidade. Dotadas de autonomia, as primeiras universidades nascem, nos finais do séc. XII, em Bolonha (1180-1190), como comunidades de estudantes, e em Paris, em 1208, como comunidades de docentes. Entre 1200 e 1250, existem cerca de duas dezenas de universidades na Europa, destacando-se as de Oxford, Montpellier, Cambridge, Arezzo, Pádua, entre muitas outras. Em Espanha, nasce, em 1254, através do reconhecimento da bula papal de Inocêncio IV, a Universidade de Salamanca, e, em Portugal, através da bula do Papa Nicolau IV, em 1290, a Universidade de Coimbra.

Podemos distinguir-lhe três características definitórias: (i) é uma comunidade de professores e estudantes, tal como revela a palavra latina «universitas», cujo significado mais consistente é o de comunidade; (ii) é uma organização autónoma e sem jurisdições locais, pelo que, na época medieval, poderiam ser criadas ex consuetudine, universidades que evoluíram a partir de escolas, ou ex privilegio, aquelas que eram fundadas sem instituições precedentes; (iii) possui dinâmicas e objetivos próprios de ensino e aprendizagem.

Por regra, as universidades localizavam-se, inicialmente, nos edifícios religiosos de titularidade pública. O latim era a língua comum entre todos os saberes e o ensino articulava-se em torno de uma certa cosmovisão católica.



Ao ir à raiz do sistema, a universidade aperceber-se-á possivelmente de que dotar o ser humano de altas capacidades técnicas e científicas não é suficiente para que a sociedade se torne melhor



Como todas as épocas tingem comportamentos, atitudes e valores, e como somos fruto de uma época e de uma história, a universidade, como estrutura dinâmica, assumiu, na época moderna, novas características. Destaquemos duas dessas particularidades: (i) a luta entre professores mendicantes, que não recebiam pelo ensino, e mestres leigos, que cobravam pelo trabalho que desenvolviam; ao que parece, as autoridades episcopais perderam esta luta corporativa, já que a universidade deixou de ser gratuita; (ii) quanto ao conteúdo, as universidades abandonam as sínteses típicas dos sécs. XII-XIII e abraçam o espírito racionalista, que rompe com a unidade de pensamento e acaba por abrir caminho à fragmentação dos saberes; inicia-se então uma certa dessintonia entre fé e razão.

Esta é a universidade que herdámos, de que guardamos memória e que, no presente, se pode caracterizar essencialmente em dois pontos: (i) uma estrutura que privilegia o acolhimento de alunos e professores, independentemente da sua proveniência, da sua etnia, da sua religião, do seu status, da sua cultura e das suas ideias, tornando o espaço universitário uma verdadeira aldeia global de línguas, artes e estilos; (ii) uma instituição que estimula o conhecimento útil e pragmático, que preenche os seus currículos com saberes de carácter mecânico e que prepara os alunos com altos níveis de cultura técnica e científica.

Este género de universidade, embora integradora e tecnicamente muito competente, tende a desconsiderar a importância dos saberes humanísticos e a desprezar o que está fora dos critérios de verdade da ciência moderna.



Falamos de uma universidade que se deseja inclusiva, tecnologicamente avançada, cientificamente desenvolvida, mas simultaneamente criadora de uma relação vital entre a ciência e o bem-estar das pessoas



Não obstante o Conselho da Europa ter definido, em 2007, quatro propósitos para o ensino superior, que visam uma valorização do humano e uma integração da pessoa na sociedade (a preparação para uma cidadania ativa; a preparação para as futuras carreiras profissionais, contribuindo para a empregabilidade dos graduados; o apoio ao desenvolvimento pessoal; a criação de uma base de conhecimento abrangente e avançada, estimulando a investigação e a inovação), a universidade, tal como a conhecemos, valora excessivamente as produções materiais e, por isso, preocupa-se em encher o aluno de ferramentas. «Objetivos» e «competências» tornaram-se palavras recorrentes do léxico contemporâneo. Todavia, não obstante todas as capacidades que a tecnologia potencia, estamos próximos de deixar aos nossos vindouros uma herança muito pesada, um legado que nós próprios poderíamos não gostar de receber. Temos muito conhecimento, grande capacidade técnica, mas pouca humildade para reconhecer o fracasso e aprender com ele. Há que evitar, por isso, a monocultura do saber, e reconhecer que o sistema que construímos produziu ruturas humanas muito fortes, ao produzir uma minoria com altos padrões de consumo e uma maioria empobrecida. Nenhum muro ou fronteira resistirá a este sistema que continuamos a reproduzir.

Por conseguinte, o que pode a universidade fazer para alterar o ritmo da história? Desde logo, a universidade tem de se preocupar verdadeiramente com o humano, com as inquietações, os medos e as angústias que o assolam; tem de perceber a origem das suas frustrações, das incapacidades pessoais, da agressividade e da intolerância. E ao fazê-lo, ao ir à raiz do sistema, aperceber-se-á possivelmente de que dotar o ser humano de altas capacidades técnicas e científicas não é suficiente para que a sociedade se torne melhor.

Tem de se evitar, portanto, receitas feitas, fazendo com que cada professor e cada aluno pense o problema, o assuma como seu, lhe associe um contexto, lhe dê um corpo e uma vida e, finalmente, uma resposta consequente.



Surgem, de forma mais visível nesta década, movimentos de estudantes universitários, que, embora independentes, são monitorizados por congregações e movimentos católicos, e se organizam em núcleos de estudantes católicos dentro das próprias universidades



Claro que há problemas globais que merecem respostas integradas, obtidas entre todos os agentes. Há imensas doenças da civilização que, para serem extintas, exigem soluções comuns. Neste âmbito, o que acontece em determinado tempo ou momento diz infinitamente mais respeito a cada um de nós do que alguma vez o disse no passado e, por isso, devemos todos, agentes políticos, sociais e económicos, professores e alunos, pais e filhos, experimentar um sentido de responsabilidade comum.

Ora, nesta perspetiva de interdependência, a universidade, cuja vocação visa compreender mais profundamente o contexto geral das coisas, surge como um aliado profundo da transformação social, porque é nela que tudo se joga e acontece. Por conseguinte, a universidade deve ter impacto na sociedade, ao rasgar novos caminhos, ao suscitar novas questões e ao procurar novas respostas. A universidade deve, pois, ajudar, de forma coordenada e deliberada, a construir a sociedade.

Nesta nova conjuntura, quais são os principais desafios colocados hoje ao ensino superior? Desde logo, levar os alunos a pensar na sociedade em que estamos inseridos, de forma que cada um saiba adaptar-se à evolução dos tempos e das tecnologias, procurando conjugar a teoria com a dimensão prática e real da vida. A consecução da felicidade exige que todos os interlocutores, a todos os níveis, cooperem para criar condições que permitam a cada um participar no trabalho e beneficiar dele. Falamos de uma universidade que se deseja inclusiva, tecnologicamente avançada, cientificamente desenvolvida, mas simultaneamente criadora de uma relação vital entre a ciência e o bem-estar das pessoas. Uma universidade capaz de se adaptar aos problemas demográficos.

Entre 1978 e 2016, assistiu-se em Portugal a um aumento de 337 % dos alunos matriculados no ensino superior (passámos de 81.582 para 356.399 alunos).



As novas dinâmicas universitárias de matriz católica não são mais do que uma estratégia concertada entre instituições católicas e estudantes universitários para travar a tão proliferada negação do religioso em espaço académico.



Neste âmbito, a universidade deixou de ser prerrogativa de algumas classes e condições sociais, passando a ser sinónimo de uma maior igualdade social, favorecendo uma sociedade mais bem formada e, naturalmente, mais desenvolvida. Todavia, também na educação, as leis de mercado imperaram, i.e., dado que a procura do ensino superior pela população em geral se tornava cada vez mais acentuada, houve necessidade de criar novas estruturas de ensino, pelo que, nos últimos 20 anos, assistimos à abertura de muitos estabelecimentos de ensino superior, quer privados, quer públicos, sem, contudo, se olhar, por um lado, aos estudos demográficos e, por outro, às necessidades reais do mercado. Estes factos estão agora a obrigar à reorganização do ensino superior, que pode passar pela junção de estruturas de ensino ou, em alguns casos, conduzir mesmo ao seu encerramento.

Uma outra questão é a premência da internacionalização do ensino, já que as instituições devem atuar com mestria no contexto globalizado. Neste panorama global, temos hoje, nas nossas universidades, sistemas verdadeiramente abertos, bibliotecas online, repositórios extraordinários, atas disponíveis, processos mais acessíveis, etc.

Os procedimentos de avaliação da estrutura académica já são uma realidade entre nós. Nunca como hoje se falou tanto em rankings, e a eles todos se submetem. E, se a avaliação originou stress na comunidade académica, trouxe maior transparência e justiça aos sistemas.

Outro desafio é a formação que se está a produzir através dos cursos online, os quais, naturalmente, encurtam distâncias e otimizam recursos. Tal facto exige que cada pessoa assimile a linguagem das novas tecnologias e aproveite o seu grande potencial.



Desde 2003, já se realizaram 154 missões. A ação voluntária é uma das suas vertentes, mas estas missões vão muito para além do voluntariado, e surgem como uma oportunidade de formar as consciências dos jovens universitários, os futuros líderes da sociedade, tornando-os cientes dos princípios cristãos e da importância da sua intervenção na sociedade



Estes desafios, e muitos outros, inserem a universidade numa dinâmica de constante adaptação ao meio, o que a compele a encontrar formas de transcender velhos conceitos e a manter a capacidade de olhar para o futuro.

Neste processo, a universidade, profundamente laicizada, deixa-se tocar pelos ventos da época das Luzes, que, ao acentuar o ensino técnico e científico, abandona os esquemas religiosos, retirando o religioso da esfera académica, considerando a moral autónoma da religião, como se a razão, sucedânea direta da religião, criasse, como filha única, as bases de uma humanidade autenticamente livre e autónoma.

Perante este cenário, e na convicção de que a vivência sadia do religioso é importante para o desenvolvimento e a integridade do ser humano, surge a necessidade de encontrar formas de manter vivo o religioso no ambiente universitário, sentimento vivido não só pelos movimentos e as congregações que há muito desenvolvem a sua ação junto da comunidade universitária, mas também por muitos docentes e alunos, que, de forma estruturada, tentam manter a dimensão religiosa no espaço universitário.

É neste âmbito que se verificam dinâmicas universitárias de matriz católica; em décadas passadas, estas não faziam parte da esfera académica, mas nos últimos anos têm ganhado dimensões que merecem atenção.

Verifica-se, assim, nos últimos tempos, um interesse, por parte da Conferência Episcopal Portuguesa, na revitalização da pastoral do ensino superior a nível nacional, visível não só na dinâmica que lhe incute, mas também na valorização dos seus intervenientes que estão ao serviço da evangelização do espaço universitário. As pastorais diocesanas começam a organizar-se como uma célula, através do Serviço Nacional da Pastoral do Ensino Superior, que reúne todos os representantes locais e propõe estratégias nacionais de ação. Daqui resultam muitas ações de intervenção nas instituições de ensino superior, centradas essencialmente na valorização do serviço pastoral das capelanias do ensino superior, existentes na Universidade da Beira Interior, na Universidade Nova de Lisboa, na Universidade de Faro, no Instituto Politécnico da Guarda, na Universidade Lusíada, na Universidade Católica, nos seus diferentes polos, e, pela tradição que lhe é inerente, na Universidade de Coimbra; na revitalização da intervenção das pastorais universitárias nas localidades onde existam instituições de ensino superior, de forma mais visível nas cidades universitárias mais dinâmicas, como é o caso de Lisboa, Coimbra, Aveiro, Porto e Braga, que criam e dinamizam, com diversas ações, os centros pastorais universitários, nomeadamente com espaços de oração e formação religiosa, espaços de debate de temas fraturantes na sociedade, ações organizadas de voluntariado nacional e internacional, ações de acolhimento de comunidades universitárias estrangeiras, peregrinações, retiros espirituais, presença em momentos marcantes da vida académica, como a bênção do caloiro e a bênção de finalistas, entre outras; na valorização da intervenção pastoral junto do público universitário por parte de movimentos, congregações e outras instituições, como é o caso dos Jesuítas (através das ações propostas pelos seus centros académicos), do Opus Dei, do Movimento Apostólico de Schoenstatt, do Movimento Shalom, das Equipas de Jovens de Nossa Senhora, do Comunhão e Libertação, do Verbum Dei, dos Dehonianos, dos Focolares e de agrupamentos com menor visibilidade. Todos têm vindo a reforçar, nos últimos anos, o seu plano de intervenção pastoral junto do público universitário.



A universidade, à imagem do seu passado, continua a manter intacto, com a vontade expressa dos seus docentes e alunos, o seu poder de forjar entendimentos comuns capazes de viabilizar uma verdadeira comunidade criativa a favor da humanidade e da natureza. Pelo menos, assim o desejamos



Para além da intervenção institucional, surgem, de forma mais visível nesta década, movimentos de estudantes universitários, que, embora independentes, são monitorizados por congregações e movimentos católicos, e se organizam em núcleos de estudantes católicos dentro das próprias universidades. Este fenómeno verifica-se de forma mais visível na cidade de Lisboa, que, em 5 anos (2011-2016), viu aumentar esses núcleos de 5 para 16. Este fenómeno – por vezes controverso nas instituições universitárias, que nem sempre aceitam os núcleos enquanto organizações académicas de estudantes – foi uma forma que os próprios jovens universitários católicos encontraram para manter viva a sua identidade cristã em espaço académico. A partir dos núcleos, promovem-se diversas ações, formais e informais, como tempos de oração, celebração de eucaristias, tertúlias, ações de intervenção social, peregrinações.

Estas movimentações universitárias surgem de uma atividade que, nos últimos anos, tem envolvido centenas de universitários: a Missão País, que surge da iniciativa do Movimento Apostólico de Schoenstatt e que propõe aos estudantes universitários, a nível nacional, ações missionárias no seu próprio país. Começaram em 2003, apenas com uma missão, constituída por 20 jovens universitários, e em 2015 eram já 1800 missionários, organizados em 35 missões realizadas a nível nacional. É na zona centro do país que estas ações e estes movimentos mais proliferam. Desde 2003, já se realizaram 154 missões. Estas são, acima de tudo, ações de formação da identidade cristã. A ação voluntária é uma das suas vertentes, mas estas missões vão muito para além do voluntariado, e surgem como uma oportunidade de formar as consciências dos jovens universitários, os futuros líderes da sociedade, tornando-os cientes dos princípios cristãos e da importância da sua intervenção na sociedade.

As novas dinâmicas universitárias de matriz católica não são mais do que uma estratégia concertada entre instituições católicas e estudantes universitários para travar a tão proliferada negação do religioso em espaço académico.

Portanto, a universidade, à imagem do seu passado, continua a manter intacto, com a vontade expressa dos seus docentes e alunos, o seu poder de forjar entendimentos comuns capazes de viabilizar uma verdadeira comunidade criativa a favor da humanidade e da natureza. Pelo menos, assim o desejamos.


 

P. Eduardo Duque
Docente universitário, diretor dos departamentos para a Cultura, Diálogo Ecuménico e Inter-religioso, e da Pastoral Universitária, da Arquidiocese de Braga
In "Portugal católico", ed. Temas e Debates/Círculo de Leitores
Imagem: RossHelen/Bigstock.com
Publicado em 31.08.2018

 

 
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