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A oração dos cinco dedos do papa Francisco

Imagem Papa Francisco | Praça de S. Pedro, Vaticano, 14.12.2014 | AP Photo/Gregorio Borgia | D.R.

A oração dos cinco dedos do papa Francisco

«Quando rezo, Deus respira em mim»: e com esta frase e a assinatura de Francisco que abre o livro de bolso de 40 páginas que o papa ofereceu este domingo aos presentes na oração mariana do Angelus rezada na praça de S. Pedro, no Vaticano.

Francisco, que procedeu à tradicional bênção dos “bambinelli”, pequenas imagens do Menino Jesus para depor no presépio, lançou um pedido às crianças: «Quando rezardes em casa, junto ao vosso presépio, recordai-vos de mim, como eu me recordo de vós».

«A oração é a respiração da alma: é importante encontrar momentos do dia para abrir o coração a Deus, mesmo com simples e breves orações do povo cristão. Por isso, hoje pensei de dar-vos um presente a todos vós que estais aqui na Praça: um pequeno livrinho de bolso que tem algumas orações, para os vários momentos do dia e para as diferentes situações da vida», disse o papa.

Na capa do livro publicado pela “Libreria Editrice Vaticana” está reproduzido um fresco do século III, que se encontra nas catacumbas romanas de Priscilla, representando um orante com os braços abertos e dirigidos ao céu.

O livrinho recolhe as mais importantes orações da tradição cristã, as mais conhecidas e fáceis de aprender de memória, a que se pode recorrer ao longo do dia, mas também em situações e necessidades particulares.

Nas páginas 32 e 33 está reproduzido o desenho de uma mão com as intenções sugeridas por Francisco a partir dos cinco dedos.

O polegar, «o dedo que te é mais próximo», faz-nos pensar e rezar por quem está mais próximo de nós, «as pessoas de quem nos recordamos mais facilmente», rezar por todos os nossos entes queridos «é uma doce obrigação».

O indicador recorda-nos de rezar por quem tem a função de dar indicações aos outros, isto é, «aqueles que ensinam, educam e tratam», categoria que compreende «mestres, professores, médicos e sacerdotes».

O médio, o dedo mais alto, lembra «os nossos governantes», as pessoas «que gerem o destino da nossa pátria e orientam a opinião pública… precisam da orientação de Deus».

O anelar «é o nosso dedo mais fraco, como pode confirmar qualquer professor de piano»; ele «recorda-nos de rezar pelos mais fracos, por quem tem desafios a enfrentar, pelos doentes» que têm necessidade da «tua oração de dia e de noite», bem como pelos esposos.

Por fim, o mindinho, o dedo mais pequeno, «como pequenos nos devemos sentir diante de Deus e do próximo», convida a rezar por nós próprios: «Depois de teres rezado por todos os outros, poderás compreender melhor quais são as tuas necessidades, olhando-as na justa perspetiva».

No livrinho oferecido pelo Francisco, que se abre com a oração por excelência, o “Pai-nosso”, encontram espaço, além de orações bíblicas e alguns versículos dos salmos 51, 130 e 139, os mistérios do Rosário.

Há também fórmulas simples para recitar antes e depois da refeição, a par de breves textos compostos por S. Francisco, Santa Teresa do Menino Jesus e dos beatos J. H. Newman, Charles de Foucauld e Madre Teresa de Calcutá.

Juntamente com orações a recitar antes do sacramento da Reconciliação e após a Comunhão, incluem-se igualmente súplicas para a bênção dos filhos por parte dos pais, orações para os cônjuges e noivos e invocações contra o maligno.

O presente de Francisco aos fiéis acrescenta-se aos dos meses anteriores: o terço da misericórdia e o Evangelho em formato de bolso; quanto a este, o papa afirmou repetidamente a importância de o levar consigo a cada dia e ler um trecho enquanto se está na fila, nos transportes ou num momento livre.

Com este livrinho de orações, o bispo de Roma continua a dar sugestões simples para a vida diária dos crentes a partir do património da tradição cristã.

 

Andrea Tornielli, "Vatican Insider"
Rádio Vaticano
Trad. / edição: Rui Jorge Martins
Publicado em 14.12.2014

 

 
Imagem Papa Francisco | Praça de S. Pedro, Vaticano, 14.12.2014 | AP Photo/Gregorio Borgia | D.R.
O anelar «é o nosso dedo mais fraco, como pode confirmar qualquer professor de piano»; ele «recorda-nos de rezar pelos mais fracos, por quem tem desafios a enfrentar, pelos doentes» que têm necessidade da «tua oração de dia e de noite», bem como pelos esposos
Por fim, o mindinho, o dedo mais pequeno, «como pequenos nos devemos sentir diante de Deus e do próximo», convida a rezar por nós próprios: «Depois de teres rezado por todos os outros, poderás compreender melhor quais são as tuas necessidades, olhando-as na justa perspetiva»
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