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Leitura: "A longa sombra de Chernobyl"

Leitura: "A longa sombra de Chernobyl"

Imagem © Gerd Ludwig/INSTITUTE

O relógio marcava 1h 23m 44s na noite de 26 de abril de há 30 anos, quando ocorreu a explosão no reator número quatro da central nuclear de Chernobyl, então na União Soviética, hoje na Ucrânia. Pouco antes tinha-se iniciado um teste que previa a desativação dos sistemas de segurança para testar a estrutura de autoalimentação do reator. Erros humanos e avarias levaram ao desastre.

Calcula-se que a quantidade de radiação libertada foi 100 vezes superior às bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki. A nuvem espalhou-se e atingiu parte da Europa. Nos dias seguintes, enquanto Moscovo procurava esconder a verdade, prosseguia o trabalho incessante de milhares de trabalhadores, chamados a estancar a fuga radioativa.

Inicialmente, os 40 mil habitantes da cidade próxima de Pripyat foram transferidos, número que mais tarde ascendeu a 350 mil, evacuados da região. As estimativas sobre o número de vítimas são discordantes. Um relatório da ONU refere 65 mortos e pelo menos quatro mil casos de tumores atribuídos às radiações. Muitas associações humanitárias internacionais apontam para não menos de 60 mil vítimas devido a consequências diretas do incidente.

Hoje permanece uma zona de exclusão de 40 km, onde se continua a trabalhar para finalizar uma nova estrutura de proteção com 105 metros de altura e 150 de comprimento. A obra prossegue intermitentemente, mas ontem os doadores internacionais entregaram mais 87,5 milhões de euros para sanar os efeitos do desastre.

É este o cenário do livro "The long shadow of Chernobyl" ("A longa sombra de Chernobyl"), publicado em 2014 por Gerd Ludwig. Nos últimos 20 anos o fotógrafo alemão que trabalha para a National Geographic visitou nove vezes o local da instalação e as áreas circundantes.

O volume, que documenta as vidas dos sobreviventes e a cidade deserta de Pripyat, contém mais de 100 imagens e é enriquecido com um ensaio de Mikhail Gorbachev, antigo presidente da União Soviético e prémio Nobel da Paz, bem como excertos do premiado livro "Chernobyl prayer: A chronicle of the future" ("Oração de Chernobyl: Uma crónica do futuro"), da jornalista russa Svetlána Alexiévich, laureada com o Nobel da Literatura em 2015.

Na audiência geral de quarta-feira, o papa Francisco recordou os 30 anos do incidente: «Ao mesmo tempo que renovamos a oração pelas vítimas desse desastre, exprimimos o nosso reconhecimento aos socorristas e por todas as iniciativas com que se procurou aliviar os sofrimentos e os estragos».

 

A central nuclear



Imagem © Gerd Ludwig/INSTITUTE

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As vítimas



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A cidade de Pripyat e a zona de exclusão



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Texto: Rádio Vaticano
Fotografia: © Gerd Ludwig/INSTITUTE
Publicado em 26.04.2016

 

 

 
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