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"A alegria do amor": Guia de estudo

Imagem Bodas de Caná (det.) | Fr. Ivan Rupnik | Santuário Nacional S. João Paulo II | Washington, EUA | Fotografia: Lawrence OP | D.R.

"A alegria do amor": Guia de estudo

Como os documentos que a precederam, esta exortação, "A alegria do amor", é escrita num estilo pessoal e pastoral e é acessível à maioria dos leitores. Não é um volume académico, mas é longo. Será melhor ler um capítulo de cada vez, em vez de na totalidade, logo à primeira leitura.

O texto apela à discussão nas famílias, paróquias e escolas. Não é preciso esperar enquanto os bispos e pastores preparam uma explicação. Qualquer pessoa pode ter acesso à exortação, quer pela internet, gratuitamente, quer pelas edições já lançadas pelas editoras Paulinas e Paulus, chamar a família e os amigos e dizer: «Vamos ler e discutir esta exortação».

Para o assistir na leitura, apresentamos um elenco de questões que poderão ser úteis no estudo e meditação individual ou em grupo. Os números em parêntesis referem-se aos parágrafos do documento.

Para contextualizar, é importante lembrar que esta exortação surge após um processo que decorreu durante mais de três anos, iniciando-se com um questionário a nível mundial sobre temas ligados à família, enviado pelo Vaticano para os bispos, com o propósito de recolher opiniões por parte de especialistas e do laicado.

A seguir realizou-se o sínodo dos bispos, em outubro de 2014, seguido por outro questionário e outro sínodo, em outubro de 2015. Cada sínodo publicou um relatório. A partir destes textos e do que ouviu dos delegados sinodais, a que juntou, como todos os papas, as suas perspetivas sobre o tema, Francisco redigiu a exortação "A alegria do amor".

O documento cita abundantemente o Concílio Vaticano II, papas e o sínodo, o que é normal em qualquer documento pontifício, mas também inclui intervenções de bispos em conferências, a par de autores como Martin Luther King, três poetas latino-americanos, Josef Pieper, Erick Fromm e Gabriel Marcel.

O documento está dividido em nove capítulos. O primeiro observa a família à luz da Bíblia. A seguir surge um exame das atuais situações das famílias. O terceiro recorda alguns aspetos essenciais do ensinamento da Igreja sobre o casamento e a família, preparando o caminho para o que o papa chama os dois capítulos centrais, sobre o amor.

Se não conseguir ler toda a exortação, sugerimos que leia o capítulo quatro e, se tiver filhos, o quinto.

A sexta parte oferece «um convite à misericórdia e ao discernimento pastoral perante situações que não correspondem plenamente ao que o Senhor nos propõe», enquanto que o capítulo sete se foca no crescimento e na educação das crianças. Os padres e as pessoas divorciadas deverão ler em especial o capítulo oito, enquanto que o nono, e último, se centra na espiritualidade da família.

 

Introdução

O papa começa a exortação escrevendo que «a alegria do amor que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja». Para Francisco, a complexidade dos temas discutidos no sínodo revela a «necessidade de continuar a aprofundar, com liberdade, algumas questões doutrinais, morais, espirituais e pastorais».

1.
Francisco diz que, em relação às questões relacionadas com a famílias, algumas pessoas têm um «desejo desenfreado de mudar tudo sem suficiente reflexão ou fundamentação», enquanto outras querem «resolver tudo através da aplicação de normas gerais ou deduzindo conclusões excessivas de algumas reflexões teológicas» (2). De que grupo está mais próximo?

2.
O papa considera que «nem todas as discussões doutrinais, morais ou pastorais devem ser resolvidas através de intervenções magisteriais» (3). Partilha desta perspetiva ou prefere ter respostas claras?

3.
«É necessária uma unidade de doutrina e prática, mas isto não impede que existam maneiras diferentes de interpretar alguns aspectos da doutrina ou algumas consequências» (3). Como é que a unidade e a diversidade podem ser balanceadas na Igreja?

 

Capítulo 1: À luz da Palavra

A Bíblia está repleta de histórias sobre famílias e passagens a elas dirigidas. O papa cita muitas neste capítulo.

1.
Que família bíblica mais aprecia? Qual é a que diz mais, a si e à sua família?

2.
A que passagens da Bíblia recorreu (ou pretende recorrer) na celebração do seu Matrimónio? Porquê?

3.
O que é que o papa quer dizer quando escreve: « O casal que ama e gera a vida é a verdadeira "escultura" viva (...) capaz de manifestar Deus criador e salvador» (11)?

4.
Muitas feministas destacam que a Bíblia vem de uma cultura patriarcal. Como é que Francisco responde a esta crítica (9-10, 12-13)?

5.
O que se lê na Bíblia sobre os filhos reflete a sua experiência (14-18)?

6.
Encontra conforto no que o papa escreve sobre o sofrimento (19-22)?

 

Capítulo 2: A realidade e os desafios das famílias

Os factos são importantes para Francisco, e por isso, no capítulo 2, ele olha para a atual realidade das famílias. Ele nota que ao mesmo tempo que as famílias têm vindo a gozar de maior liberdade, recebem menos apoio das estruturas sociais. A exortação apresenta o que a Igreja e o Estado podem fazer para responder aos desafios enfrentados pelas famílias.

1.
De que forma as famílias são hoje mais livres do que ao tempo dos seus pais e avós? De que forma é que elas recebem menos apoio das estruturas sociais (32-34)?

2. O papa diz: «teme-se a solidão, deseja-se um espaço de proteção e fidelidade mas, ao mesmo tempo, cresce o medo de ficar encurralado numa relação que possa adiar a satisfação das aspirações pessoais» (34, 39). Como é que vê estes fenómenos nas vidas da sua família e amigos?

3.
Como é que a forma como a Igreja apresentou as suas convicções e tratou as pessoas contribuiu para o problema (36-38)?

4.
O que é que o papa Francisco quer dizer ao afirmar: «Somos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las» (37)? Há mais questões em torno da consciência no capítulo 8.

5.
O que é que leva as pessoas mais novas a adiar o casamento, família ou filhos (40-42)?

6.
O que é que o Governo português pode fazer para «garantir o futuro dos jovens e ajudá-los a realizar o seu projeto de formar uma família» (43-47)?

7.
O que é que a sua comunidade faz em relação ao acolhimento e à ajuda aos migrantes e a pessoas com necessidades especiais (47)?

8.
Quais são os desafios colocados pelas pessoas idosas e pais que vivem sozinhos (48-49)?

9.
Stress, drogas, violência dentro das famílias e medos ligados ao desemprego e ao futuro dos filhos constituem ameaças às famílias, segundo Francisco. Quais são as ameaças às famílias na sua comuniade?

10.
O papa fala de avanços nos direitos das mulheres mas nota que ainda há muito por fazer (54). O que é que pensa que precisa de ser feito? Discerne o Espírito a agir no movimento feminino?

11.
Qual é a sua opinião sobre a descrição do papel das mulheres e dos homens no casamento (55-56)?

 

Capítulo 3: O olhar fixo em Jesus: a vocação da família

Neste capítulo, Francisco evoca a vida e os ensinamentos de Jesus e como estão relacionados com a família. O papa também descreve o que está escrito sobre a família em documentos da Igreja, especialmente no Vaticano II e em recentes papados.

1.
Considera que os ensinamentos de Jesus sobre a família são esperançosos, inspiradores, repletos de amor e ternura (58-66)?

2.
A linguagem dos documentos da Igreja comunica consigo (67-75)? O que é que lhe faz sentido ou o toca? O que é que é abstrato, aborrecido ou ininteligível? O que é que levanta objeções (58-66)?

3.
Qual a sua opinião sobre a maneira como Francisco fala sobre «situações imperfeitas» e as «sementes do Verbo» noutras culturas (76-79)?

4.
Qual a sua opinião sobre a maneira como o papa escreve acerca da transmissão da vida e a educação as crianças (80-85)? Sobre estes temas há mais questões nos capítulos cinco e seis.

5.
Tem experimentado a Igreja como «família de famílias» (87-88)?

 

Capítulo 4: O amor no matrimónio

Francisco sublinha que não se pode exprimir o Evangelho do matrimónio e da família sem falar de amor. Ele começa este capítulo com uma meditação sobre o hino de S. Paulo ao amor (1 Coríntios 13, 4-7). A meditação é parte exortação, parte exame de consciência. Ele fala da alegria e paixão do amor no matrimónio, bem como do lado negro da violência e manipulação sexuais.

1.
Que parte da meditação do papa sobre o hino de S. Paulo mais a sensibilizou (90-119)?

2.
O papa assinala que nós nos tornamos impacientes «quando exigimos que as relações sejam idílicas, ou que as pessoas sejam perfeitas, ou quando nos colocamos no centro esperando que se cumpra unicamente a nossa vontade» (92). Esta também é a sua experiência?

3.
O documento cita Santo Inácio de Loyola, para quem «o amor deve ser colocado mais nas obras do que nas palavras» (94). Concorda?

4.
«O amor não é arrogante» (97-98). Em que é que é arrogante?

5.
«Uma certa prioridade do amor a si mesmo só se pode entender como condição psicológica, pois uma pessoa que seja incapaz de se amar a si mesma sente dificuldade em amar os outros» (101). Concorda? Discorda?

6.
A exortação refere-se com frequência à necessidade do perdão nas famílias (103-108). Estará certo? O que é que considera útil neste conselho? O que é que está disposto a perdoar? De que é que foi perdoado?

7. «O outro não é apenas aquilo que me incomoda; é muito mais do que isso. E, pela mesma razão, não lhe exijo que seja perfeito o seu amor para o apreciar: ama-me como é e como pode, com os seus limites, mas o facto de o seu amor ser imperfeito não significa que seja falso ou que não seja real» (113). O amor imperfeito é suficiente para manter um matrimónio unido?

8.
A confiança «torna possível uma relação em liberdade» (115): o que é que Francisco quer dizer com estas palavras? Concordam elas com a sua experiência?

9.
O papa propõe uma longa citação de Matin Luther King (118). Seremos nós capazes, enquanto pessoas, enquanto nação, de observar o que ele diz? O que é que isto diz sobre a nossa cultura política e a nossa resposta ao terrorismo?

10.
«Depois do amor que nos une a Deus, o amor conjugal é a "amizade maior", refere o papa, citando S. Tomás de Aquino (123). Descreva um casal que conheça cujos membros sejam verdadeiramente amigos.

11.
Qual é a sua opinião face à argumentação de Francisco pela «exclusividade indissolúvel» no matrimónio (123-124)?

12.
Francisco, o celibatário, fala de paixão, alegria e beleza do matrimónio (125-130, 142-152). Estará ele certo no que diz? O que é que soa a verdadeiro? O que é que não soa?

16.
O papa fala aos jovens da importância do matrimónio (131-132). É convincente?

17.
Francisco considera que as três palavras essenciais numa família são: «por favor», «obrigado» e «desculpa». Concorda? De que forma é que estas palavras têm sido importantes na sua família?

18.
Como é que pode encorajar o diálogo na sua família (136-141)?

19.
A exortação é realista na descrição que faz da violência e da manipulação no sexo (53-157)?

20.
Qual a sua opinião sobre a interpretação de Francisco sobre as mulheres estarem sujeitas aos maridos, segundo S. Paulo (156)?

21.
O que é que os casais mais idosos pensam do que o papa escreve sobre o amor e o envelhecimento (163-164)?

 

Capítulo 5: O amor que se torna fecundo

«O amor dá sempre vida», escreve o papa (165). «A família é o âmbito não só da geração, mas também do acolhimento da vida que chega como um presente de Deus» (166). Ele fala do papel de mães, pais e avós numa família, da experiência da gravidez e do feminismo.

1.
Como é que o texto descreve o amor dos pais pelos seus filhos como sendo o reflexo do amor de Deus por nós (166)?

2.
«As famílias numerosas são uma alegria para a Igreja», escreve o papa, que também se refere à «paternidade responsável» (167). Como é que estes elementos se conjugam?

3.
Com é que o Francisco descreve a gravidez (168-171). Concordam as mães com o que ele escreve?

4.
O documento descreve os papéis de mães e pais numa família (172-177). Em que é que ele está certo? Em que é que está errado?

5.
Apesar do desejo das mulheres de «estudar, trabalhar, desenvolver as suas capacidades e ter objetivos pessoais», escreve Francisco, «não podemos ignorar a necessidade que as crianças têm da presença materna, especialmente nos primeiros meses de vida» (173). Concorda? Como é que as mulheres conjugam as suas necessidades e objetivos com os dos seus filhos?

6.
«Aprecio o feminismo, quando não pretende a uniformidade nem a negação da maternidade» (173), declara o papa. O que é que ele quer dizer? Concorda?

7.
O que é que significa «génio feminino» (173)?

8.
O que é que Francisco tem a dizer aos casais que não podem ter filhos (178-181)?

9.
Como é que Francisco deseja que as famílias interajam com o mundo em seu redor (181-186)?

10.
Qual é o papel da família alargada? (187, 196-198)?

11.
Qual a relação dos filhos com os seus pai (188-190)?

12.
Qual o papel dos avós numa família (191-193)?

13.
Falta alguma coisa a um "filho único" por não ter irmãos e irmãs (194-195)?

 

Capítulo 6: Algumas perspetivas pastorais

Francisco declara que não vai apresentar um plano pastoral para as famílias, mas antes reflexões sobre alguns dos mais significativos desafios pastorais. Cabe às comunidades discernir iniciativas mais iniciativas práticas e efetivas que se coadunem com o ensinamento da Igreja e os problemas e necessidades próprias (199). Neste capítulo reflete-se sobre a formação dos padres, os programas de preparação para o matrimónio, crises matrimoniais, assim como situações de pais sozinhos e casais homossexuais.

1.
Que sugestões apresentaria para melhorar a formação dos padres e ministros leigos, de modo que pudessem ajudar mais a família (200-204)?

2.
Que preparação para o matrimónio é considerada para os noivos (205-211)?

3.
Que preparação é que teve para o matrimónio? Ajudou-o? Como é que pode ser melhor (205-211)?

4.
Francisco critica os casamentos elaborados e caros (212) e exorta os casais a centrarem-se na importância espiritual e teológica da celebração (213-216). Este apelos são realistas? Como é que podemos ajudar os casais a concretizá-los?

5.
O papa fala do matrimónio como um projeto para toda a vida (218), que evolui através de várias fases (220). Por que fases é que o seu casamento já passou?

6.
Francisco adverte contra as «expectativas demasiado altas sobre a vida conjugal» (221). Isto sucedeu no seu casamento? Se sim, como é que lidou com isso?

7.
Qual é o papel da consciência nas decisões sobre a paternidade responsável (222)?

8.
A exortação refere-se ao papel dos «casais especializados» na ajuda a casais mais novos (223). De que forma é que foi ajudado por casais experientes nos primeiros anos do seu matrimónio? Como é que ajudou outros casais?

9.
O que é que Francisco quer dizer com «o amor precisa de tempo disponível e gratuito, colocando outras coisas em segundo lugar» (224-226)?

10.
Todas as famílias enfrentam crises (232), que tanto podem enfraquecer a relação do casal ou fortalecê-la. Como é que Francisco encoraja os casais a enfrentar as crises (232-238)? Como é que lidou com as crises na sua família?

11.
Francisco escreve sobre como as «velhas feridas» podem afetar o relacionamento do casal (239). Como é que ele sugere que se lidem com elas?

12.
Quando é que o divórcio é «inevitável» e até «moralmente necessário» (241)? Qual deve ser o devido cuidado pastoral nessas situações (242-243)?

13.
Já alguma vez passou, ou conhece alguém que tenha passado, pelo processo de nulidade a nível da Igreja (244-245)? Como é que foi essa experiência?

14.
Como é que podemos proteger as crianças de serem feridas pelo divórcio (245-246)?

15.
Casamentos entre católicos e não-católicos têm desafios especiais (247-249). O que é que pode ajudar ou atingir esses casamentos?

16.
Como é que Francisco conjuga o ensinamento da Igreja sobre a atração entre pessoas do mesmo sexo com o desejo «reafirmar que cada pessoa, independentemente da própria orientação sexual, deve ser respeitada na sua dignidade» (250-251)?

17.
Como é que a comunidade cristã pode encorajar e apoiar as famílias monoparentais (252)?

18.
Como é que a comunidade cristã pode ajudar os esposos que têm de enfrentar a morte de um ente querido (253-258)?

 

Capítulo 7: Reforçar a educação dos filhos

Os pais têm um papel essencial no desenvolvimento moral dos seus filhos. Francisco encoraja os pais a serem «vigilantes» mas não «obsessivos» em relação ao que os seus filhos fazem e àquilo a que estão expostos (260-261). Ele aborda o papel da disciplina, tecnologia, educação sexual, bem como o papel dos pais na transmissão de valores e da fé.

1.
Qual é a diferença entre ser-se «vigilante» e «obsessivo» no acompanhamento dos filhos (260-262)?

2.
Como é que os pais instilam «confiança» e «respeito amoroso» (263), desenvolvem «hábitos bons e tendências afetivas para o bem» (264-266) e desenvolvem a verdadeira liberdade nos seus filhos (267)?

3.
Como é que os pais ensinam os seus filhos que «as más ações têm consequências» (268-270)?

4.
O que é que Francisco quer dizer ao afirmar que «pedindo demasiado, nada se obtém» (271-273)?

5.
O que é Francisco quer dizer ao escrever que «a família é a primeira escola dos valores humanos» (274)?

6.
De que modo é que a tecnologia ajuda ou dificulta o processo educacional que ocorre entre pais e filhos (278)?

7.
Qual é que é o devido papel da educação sexual (280-286)?

8.
O que pensa da argumentação de Francisco sobre masculinidade e feminilidade (286)?

9.
Quais são os desafios que os pais têm de enfrentar ao transmitir a fé aos filhos (287-290)?

10.
O documento assinala que «os recursos aprendidos ou as receitas às vezes não funcionam» na educação da fé (288). O que é que funciona, de acordo com a sua experiência?

 

Capítulo 8: Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade

Este capítulo, onde o papa se refere ao divórcio, é talvez a parte mais controversa e discutida da exortação. Enquanto uns não queriam qualquer mudança na prática da Igreja de barrar a Comunhão aos católicos "recasados", outros tinham «um desejo desenfreado de mudar tudo sem suficiente reflexão ou fundamentação» (2). Francisco fala da necessidade de reflexão e discernimento, a par do papel da consciência individual.

1.
Em vez de condenações por «viver no pecado», Francisco quer que a Igreja se dirija «com amor [para] aqueles que participam na sua vida de modo incompleto, reconhecendo que a graça de Deus também actua nas suas vidas, dando-lhes a coragem para fazer o bem, cuidar com amor um do outro e estar ao serviço da comunidade onde vivem e trabalham» (291). Isto faz sentido para si, ou considera que vai encorajar mais pessoas a não seguir os ensinamentos da Igreja sobre o matrimónio?

2.
Francisco escreve que «algumas formas de união contradizem radicalmente este ideal [ensinamento da Igreja sobre o matrimónio], enquanto outras o realizam pelo menos de forma parcial e analógica» (292-293). Pode dar exemplos dessas uniões? Por outro lado, qual seria um exemplo de união que contradiz radicalmente aquele ideal?

3.
O que é o papa quer dizer com «discernimento pastoral» (293) e «situações culturais ou contingentes» (294)?

4.
O que é que os papas João Paulo e Francisco querem dizer com a «lei da gradualidade» (295)?

5.
Qual é o papel do discernimento nas «situações irregulares» (296)?

6.
Francisco declara: «Não me refiro só aos divorciados que vivem numa nova união, mas a todos, seja qual for a situação em que se encontrem» (297). Quem mais pode ser incluído?

7.
Quais são os casos em que o papa parece ter mais simpatia (298)?

8.
Como é que a Igreja pode integrar mais integralmente as pessoas divorciadas e que voltaram a casar na comunidade cristã, ao mesmo tempo que procura evitar qualquer ocasião de escândalo (299)?

9.
Ao descrever o processo de discernimento, o papa propõe algumas questões que as pessoas divorciadas e que voltaram a casar se devem colocar (300). São perguntas que ajudam? Que outras interrogações podem eles colocar-se?

10.
Qual é o papel de um padre neste processo de discernimento (300)?

11.
O texto refere que «já não é possível dizer que todos os que estão numa situação chamada "irregular" vivem em estado de pecado mortal, privados da graça santificante» (301). Esta frase surpreende-o? Concorda com ela?

12.
Que factores podem limitar a capacidade de tomar uma decisão ou mitigar a responsabilidade moral de uma pessoa pelas suas ações (301-302)?

13.
Qual é o papel da consciência individual em situações que não se integram objetivamente no entendimento da Igreja sobre o matrimónio (303)?

14.
Qual é o papel do discernimento na aplicação dos princípios gerais e regras (304-305)?

15.
Francisco conclui que «é possível que uma pessoa, no meio duma situação objetiva de pecado – mas subjetivamente não seja culpável ou não o seja plenamente –, possa viver em graça de Deus, possa amar e possa também crescer na vida de graça e de caridade» (305). Esta declaração reflete a experiência vivencial de casais em "situação irregular"?

16.
O papa Francisco refere que esses casais devem receber a ajuda da Igreja, e na nota de rodapé 351 assinala que «em certos casos, poderia haver também a ajuda dos sacramentos». Como é que esses casais determinam se podem ou não participar receber o sacramento da Comunhão?

17.
Como é que «o amor cobre a multidão de pecados» (306)?
18.
Como é que a Igreja pode continuar a propor o ideal integral do matrimónio, ao mesmo tempo que mostra compaixão e misericórdia por aqueles que não alcançam esse objetivo (307-310)?

19.
Como é que o Francisco responde àqueles «que preferem uma pastoral mais rígida, que não dê lugar a confusão alguma» (308-311)?

20.
Francisco propõe um «discernimento pastoral cheio de amor misericordioso, que se inclina sempre para compreender, perdoar, acompanhar, esperar e sobretudo integrar» (312). Esta formulação altera radicalmente a situação dos casais em "situação irregular"?

 

Capítulo 9: Espiritualidade conjugal e familiar

Neste capítulo, Francisco descreve algumas características básicas da «espiritualidade específica que se desenrola no dinamismo das relações da vida familiar» (313).

1.
Como é que a presença de Cristo habita «na família real e concreta, com todos os seus sofrimentos, lutas, alegrias e propósitos diários» (315)? Como é que tem experimentado a presença dele na sua família?

2.
«A comunhão familiar bem vivida é um verdadeiro caminho de santificação na vida quotidiana e de crescimento místico, um meio para a união íntima com Deus», escreve Francisco (316). Esta é a sua experiência?

3.
«Os sofrimentos e os problemas são vividos em comunhão com a Cruz do Senhor», enquanto que «os momentos de alegria, o descanso ou a festa, e mesmo a sexualidade são sentidos como uma participação na vida plena da sua ressurreição», aponta Francisco (317). De que forma é que isto tem sido verdade na sua vida?

4.
A sua família reza junta (318)? Como? Se não, poderia ajudar a vida familiar?

5.
O que é que Francisco quer dizer com «espiritualidade do amor exclusivo e libertador» (319-320)?

6.
Como é que uma «espiritualidade da solicitude, da consolação e do estímulo» ajuda as famílias (321-324)?

7.
«Nenhuma família é uma realidade perfeita e confecionada duma vez para sempre, mas requer um progressivo amadurecimento da sua capacidade de amar», escreve Francisco. Ao mesmo tempo, temos de «deixar de pretender das relações interpessoais uma perfeição, uma pureza de intenções e uma coerência que só poderemos encontrar no Reino definitivo» (325). No seu entender, Francisco consegue a devida conjugação entre o ideal e a realidade do matrimónio na sua exortação?

 

Fr. Thomas Reese, SJ
In The National Catholic Reporter
Trad. / adapt.: Rui Jorge Martins
Publicado em 25.04.2016

 

 

 
Imagem Bodas de Caná (det.) | Fr. Ivan Rupnik | Santuário Nacional S. João Paulo II | Washington, EUA | Fotografia: Lawrence OP | D.R.
Francisco diz que, em relação às questões relacionadas com a famílias, algumas pessoas têm um «desejo desenfreado de mudar tudo sem suficiente reflexão ou fundamentação», enquanto outras querem «resolver tudo através da aplicação de normas gerais ou deduzindo conclusões excessivas de algumas reflexões teológicas» (2). De que grupo está mais próximo?
O que é que o papa Francisco quer dizer ao afirmar: «Somos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las» (37)?
A linguagem dos documentos da Igreja comunica consigo (67-75)? O que é que lhe faz sentido ou o toca? O que é que é abstrato, aborrecido ou ininteligível? O que é que levanta objeções (58-66)?
O papa assinala que nós nos tornamos impacientes «quando exigimos que as relações sejam idílicas, ou que as pessoas sejam perfeitas, ou quando nos colocamos no centro esperando que se cumpra unicamente a nossa vontade» (92). Esta também é a sua experiência?
«O outro não é apenas aquilo que me incomoda; é muito mais do que isso. E, pela mesma razão, não lhe exijo que seja perfeito o seu amor para o apreciar: ama-me como é e como pode, com os seus limites, mas o facto de o seu amor ser imperfeito não significa que seja falso ou que não seja real» (113). O amor imperfeito é suficiente para manter um matrimónio unido?
Apesar do desejo das mulheres de «estudar, trabalhar, desenvolver as suas capacidades e ter objetivos pessoais», escreve Francisco, «não podemos ignorar a necessidade que as crianças têm da presença materna, especialmente nos primeiros meses de vida» (173). Concorda? Como é que as mulheres conjugam as suas necessidades e objetivos com os dos seus filhos?
Francisco critica os casamentos elaborados e caros (212) e exorta os casais a centrarem-se na importância espiritual e teológica da celebração (213-216). Este apelos são realistas? Como é que podemos ajudar os casais a concretizá-los?
A exortação refere-se ao papel dos «casais especializados» na ajuda a casais mais novos (223). De que forma é que foi ajudado por casais experientes nos primeiros anos do seu matrimónio? Como é que ajudou outros casais?
Todas as famílias enfrentam crises (232), que tanto podem enfraquecer a relação do casal ou fortalecê-la. Como é que Francisco encoraja os casais a enfrentar as crises (232-238)? Como é que lidou com as crises na sua família?
Como é que os pais instilam «confiança» e «respeito amoroso» (263), desenvolvem «hábitos bons e tendências afetivas para o bem» (264-266) e desenvolvem a verdadeira liberdade nos seus filhos (267)?
Em vez de condenações por «viver no pecado», Francisco quer que a Igreja se dirija «com amor [para] aqueles que participam na sua vida de modo incompleto, reconhecendo que a graça de Deus também actua nas suas vidas, dando-lhes a coragem para fazer o bem, cuidar com amor um do outro e estar ao serviço da comunidade onde vivem e trabalham» (291). Isto faz sentido para si, ou considera que vai encorajar mais pessoas a não seguir os ensinamentos da Igreja sobre o matrimónio?
Como é que a Igreja pode integrar mais integralmente as pessoas divorciadas e que voltaram a casar na comunidade cristã, ao mesmo tempo que procura evitar qualquer ocasião de escândalo (299)?
Francisco conclui que «é possível que uma pessoa, no meio duma situação objetiva de pecado – mas subjetivamente não seja culpável ou não o seja plenamente –, possa viver em graça de Deus, possa amar e possa também crescer na vida de graça e de caridade» (305). Esta declaração reflete a experiência vivencial de casais em "situação irregular"?
Francisco propõe um «discernimento pastoral cheio de amor misericordioso, que se inclina sempre para compreender, perdoar, acompanhar, esperar e sobretudo integrar» (312). Esta formulação altera radicalmente a situação dos casais em "situação irregular"?
Como é que a presença de Cristo habita «na família real e concreta, com todos os seus sofrimentos, lutas, alegrias e propósitos diários» (315)? Como é que tem experimentado a presença dele na sua família?
«Nenhuma família é uma realidade perfeita e confecionada duma vez para sempre, mas requer um progressivo amadurecimento da sua capacidade de amar», escreve Francisco. Ao mesmo tempo, temos de «deixar de pretender das relações interpessoais uma perfeição, uma pureza de intenções e uma coerência que só poderemos encontrar no Reino definitivo» (325). No seu entender, Francisco consegue a devida conjugação entre o ideal e a realidade do matrimónio na sua exortação?
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