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“A alegria do amor”, do papa Francisco, inspira ciclo de cinema

“A alegria do amor”, do papa Francisco, inspira ciclo de cinema

Imagem monkeybusinessimages/Bigstock.com

A exortação apostólica “A alegria do amor” (“Amoris laetitia”), do papa Francisco, sobre o amor na família, inspirou o Centro de Cultura Católica, no Porto, e a Pastoral Familiar da Vigararia de Gaia Norte, da diocese portuense, a realizar um ciclo de cinema.

«São propostos cinco filmes que, tocando algumas das questões familiares abordadas na exortação apostólica, podem ser ocasião para as refletir a partir da história de cada filme», explica a página do Centro de Cultura Católica.

As exibições da iniciativa “‘A alegria do amor’ no cinema” são antecedidas de uma breve introdução e seguidas de diálogo com os espetadores que uma vez por mês, até maio, assistirem aos filmes, com entrada livre, que vão ser apresentados às 21h00 no Centro Paroquial de Oliveira do Douro, concelho de Vila Nova de Gaia.

“A família Bélier”, de Éric Lartigau (França, 2014), que inaugura o ciclo, a 30 de janeiro, conta a história de um agregado onde todos são surdos-mudos, exceto Paula, de 16 anos, que «faz de intérprete para os seus pais, especialmente no que respeita ao funcionamento da quinta familiar».

Comentada por Filomena e Paulo Osswald, a obra conta com «uma boa mistura de comédia e drama, com música e letras realmente comovedoras», ao mesmo tempo que «realça muitos valores familiares, como o amor, a ternura, a comunicação e a ajuda mútua».

“Kramer contra Kramer”, de Robert Benton (EUA, 1979), é a proposta para 20 de fevereiro: «O pai e esposo Ted Kramer (Dustin Hoffman) ama a sua família e o seu trabalho, onde passa a maior parte do tempo. Uma noite, ao regressar a casa, a esposa Joanna (Meryl Streep) confronta-o e decide abandoná-lo, forçando-o a encarregar-se do filho de seis anos».

O drama, que contará com a contextualização de Ana Gordinho e Rufino Silva, é um filme «sem precedentes sobre a dor causada pelo divórcio e a luta para manter o equilíbrio entre o trabalho e a família».

A 6 de março é exibido “Na América”, de Jim Sheridan (Irlanda/Grã-Bretanha, 2002), obra que narra «a história de uma família de imigrantes irlandeses que viajam para os Estados Unidos em busca de melhores oportunidades de vida».

Helena e Jorge Fontainhas comentam um argumento em que a esperança e o sonho se mantêm numa família composta pelo pai, sem trabalho e com muito pouco dinheiro, a mãe, com depressão, a filha adolescente, que não diz palavra, e Ariel, uma menina de cinco anos.

O programa prossegue a 24 de abril com “Caminho para casa”, de Lee Jeong-Hyang (Coreia do Sul, 2002): «Sang-Woo, uma criança de sete anos, viveu toda a sua vida na cidade. Mas agora tem de ir para o campo e ficar com a avó, uma mulher surda-muda que guarda belos segredos no seu coração».

Ana e Vasco Varela introduzem e comentam um filme «dedicado a todas as avós» e «que fala do amor incondicional, da ternura e da sabedoria dos idosos».

“A festa de Babette”, de Gabriel Axel (Dinamarca, 1987), um dos filmes citados pelo papa Francisco, marca o encerramento do ciclo, a 29 de maio, acompanhado pelas intervenções de Sónia e Manuel Martins.

A iniciativa, e os textos da exortação “A alegria do amor” que acompanham os filmes, «acolhem em parte a proposta da Associação Católica Mundial para a Comunicação Signis, divulgada em Portugal pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura».



 

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