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Leitura: “Madonna – Tesouros dos Museus do Vaticano”

Leitura: “Madonna – Tesouros dos Museus do Vaticano”

Imagem Capa | D.R.

Foi uma das exposições do ano em Portugal, “Madonna – Tesouros dos Museus do Vaticano”, que o Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, acolheu de maio a setembro e que pode agora ser revisitada através do volume com o mesmo nome lançado pela Imprensa Nacional Casa da Moeda.

Na apresentação, o ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, sublinha que a exposição reuniu «um excecional conjunto de obras de diferentes setores artísticos como a escultura, a iluminura, o desenho, os têxteis e, predominantemente, a pintura, que se estendem por mais de mil e seiscentos anos, do século IV ao século XX».

A mostra maioritariamente proveniente dos Museus do Vaticano, que remontam a 1506, «ilustra a diversidade iconográfica e estilística em que foi representada a Virgem Maria por artistas e oficinas das mais diferentes épocas, entre o período paleocristão, no final da época romana, e o século passado», assinala.

Por isso, prossegue o governante, «é um enorme prazer poder contemplar obras notáveis de artistas tão relevantes como os da Escola de Siena dos séculos XIV e XV, largamente representados, ou como os renascentistas Fra Angelico, Pinturicchio, Ghirlandaio ou Rafael, sem esquecer mestres do Maneirismo e do Barroco como Federico Barocci, Orazio Gentileschi, Antoon Van Dyck, Pietro da Cortona, Sebastiano Conca ou Pompeo Batoni, e até um grande mestre do Modernismo, Marc Chagall».



Através das obras expostas, [os Museus] oferecem aos visitantes um testemunho eloquente do entrecho contínuo entre o divino e o humano na vida e na história dos povos



A secção final da exposição, recorda Luís Filipe de Castro Mendes, incluiu um espaço dedicado «a obras italianas menos conhecidas existentes em coleções portuguesas, destacando-se um notável conjunto de desenhos pertencente ao próprio MNAA e à Faculdade de Belas-Artes do Porto, em que avulta um Leonardo da Vinci, e a gigantesca tela de Tintoretto pertencente ao Mosteiro de Singeverga».

Por seu lado, Alessandra Rodolfo, uma das comissárias da exposição, escreve que decorria o ano de 1757 quando sobre a porta de entrada do Museo Sacro, situado à entrada da Galeria de Urbano VIII (antiga Biblioteca, hoje parte dos Museus do Vaticano), era colocada, por vontade do papa Bento XIV (1740 -1758), a epígrafe «ad augendum Urbis splendorem et asserendam religionis veritatem», síntese verbal daquela que é ainda hoje a missão destes Museus, exaltante e maravilhoso percurso de história, arte e fé, «extraordinária oportunidade de evangelização, pois, através das obras expostas, [os Museus] oferecem aos visitantes um testemunho eloquente do entrecho contínuo entre o divino e o humano na vida e na história dos povos».



«Vejamos a Capela Sistina: o que fez Miguel Ângelo? Um trabalho de evangelização.» Os Museus devem ser «uma realidade vital que saiba guardar aquele passado para o contar aos homens de hoje, começando pelos mais humildes»



«O conceito foi reiterado recentemente e com entusiasmo pelo papa Francisco, para o qual a arte, além de ser um «testemunho credível da beleza da Criação», deve também ser meio e ato de evangelização. «Vejamos a Capela Sistina: o que fez Miguel Ângelo? Um trabalho de evangelização.» A arte deve pois ser «instrumento de diálogo entre as culturas e as religiões, um instrumento de paz»; os Museus devem ser «uma realidade vital que saiba guardar aquele passado para o contar aos homens de hoje, começando pelos mais humildes», acrescenta.

“Para promover o esplendor da cidade de Roma e afirmar a verdade da religião cristã - História e identidade dos Museus do Vaticano”, “A Sala VIII da Pinacoteca Vaticana - Uma homenagem a Rafael, divino pintor”, de Alessandra Rodolfo, e “Elegia de uma encomenda portuguesa a Miguel Ângelo”, por José Alberto Seabra Carvalho, são os três textos que enquadram a exposição e antecedem o seu catálogo.















 

SNPC
Publicado em 17.11.2017

 

Título: Madonna - Tesouros dos Museus do Vaticano
Autores: AA.VV.
Editora: Imprensa Nacional Casa da Moeda
Páginas: 280
Preço: 27,00 €
ISBN: 978 -972-27-2555-2

 

 
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