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O Espírito Santo não sabe fazer «cristãos de salão» e tem sido um «prisioneiro de luxo», diz papa

Imagem Papa Francisco | © L'Osservatore Romano

O Espírito Santo não sabe fazer «cristãos de salão» e tem sido um «prisioneiro de luxo», diz papa

O papa afirmou hoje, na missa por ele presidida, no Vaticano, que na vida de muitos cristãos o Espírito Santo é um «prisioneiro de luxo», como um recluso a quem se proibiu toda a liberdade de ação.

O Espírito Santo «faz tudo, sabe tudo», só «não sabe fazer uma coisa: cristãos de salão. Isto não o sabe fazer. Não sabe fazer cristãos virtuais mas não virtuosos. Ele faz cristãos reais, Ele toma a vida real tal como é, com a profecia da leitura dos sinais dos tempos e leva-nos para a frente assim», acentuou, refere a Rádio Vaticano.

Ao aproximar-se a solenidade do Pentecostes, no próximo domingo, em que os católicos celebram a efusão do Espírito Santo pela Igreja que então nasceu em Jerusalém, Francisco referiu-se à escassa importância que frequentemente lhe é conferida pelos cristãos.

«É o grande prisioneiro do nosso coração. Dizemos: “É a terceira Pessoa da Trindade”, e ficamos por aí», disse, sublinhando que o Espírito Santo «é o protagonista da Igreja viva».

O perigo de menosprezar a ação do Espírito Santo, prosseguiu o papa, é o de reduzir «a fé a uma moral, a uma ética», encerrando o cristianismo nos Mandamentos e «nada mais»: «Isto pode fazer-se, isto não se pode fazer; até aqui, sim, até lá, não. E daí à casuística e a uma moral fria».

A vida cristã, frisou Francisco, «não é uma ética, mas um encontro com Jesus Cristo» através do Espírito, pelo que se Ele é menosprezado, o núcleo da fé soçobra perante as regras e as interdições.

«Nós, na nossa vida, temos no nosso coração o Espírito Santo como um prisioneiro de luxo: não deixamos que nos impulsione, não deixamos que nos mova», assinalou.

Como pistas de meditação para esta semana, Francisco sugere uma reflexão sobre o que faz Espírito Santo na vida pessoal - «creio realmente nele, ou é só uma palavra?» - interrogando-se se ele tem «ensinado o caminho da liberdade».

«[O Espírito Santo] impele-me a ir para fora: tenho medo? Como está a minha coragem, aquela que me dá o Espírito Santo, para sair de mim mesmo, para testemunhar Jesus», questionou, antes de voltar a perguntar: «Como está a minha paciência nas provações? Porque também a paciência é dada pelo Espírito Santo».

A terminar a homilia, o papa convidou os cristãos a um diálogo em oração mais próximo com o Espírito Santo: «Procuremos falar com Ele e dizer-lhe: “Eu sei que Tu estás no meu coração, que Tu estás no coração da Igreja, que Tu levas a Igreja para a frente, que Tu fazes a unidade entre todos nós, embora diferentes todos nós, na diversidade de todos nós”».

«Dizer-lhe todas estas coisas e pedir a graça de aprender – mas na prática, na minha vida – o que Ele faz. E a graça da docilidade a Ele: ser dócil ao Espírito Santo. Esta semana façamos isto: pensemos no Espírito e falemos com Ele», concluiu.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 09.05.2016

 

 
Imagem Papa Francisco | © L'Osservatore Romano
O perigo de menosprezar a ação do Espírito Santo, prosseguiu o papa, é o de reduzir «a fé a uma moral, a uma ética», encerrando o cristianismo nos Mandamentos e «nada mais»: «Isto pode fazer-se, isto não se pode fazer; até aqui, sim, até lá, não. E daí à casuística e a uma moral fria»
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