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Deus «só é capaz de conjugar o verbo "amar"», sublinha papa, que lembra "Um minuto pela paz"

Deus «só é capaz de conjugar o verbo "amar"», sublinha papa, que lembra "Um minuto pela paz"

Imagem D.R.

«Deus é Pai à sua maneira: bom, indefeso diante do livre arbítrio do homem, só capaz de conjugar o verbo "amar"», afirmou hoje o papa durante a catequese que pronunciou na audiência geral realizada no Vaticano, no final da qual apelou à oração conjunta de cristãos, judeus e muçulmanos.

Referindo-se à parábola do filho pródigo (Lucas 15, 11-32), Francisco sublinhou que, «depois de ter delapidado tudo», ou seja, os bens que lhe cabiam em herança, e regressa à casa natal, o pai, imagem de Deus, «não aplica critérios de justiça humana, mas sente antes de tudo a necessidade de perdoar».

«Com o seu abraço faz compreender ao filho que em todo aquele longo tempo de ausência lhe faltou, dolorosamente faltou ao seu amor de Pai. Que mistério insondável é um Deus que nutre este tipo de amor em relação aos seus filhos», assinalou.

Nesta narrativa, Jesus fala «de um pai que só sabe ser amor pelos seus filhos. Um pai que não castiga o filho pela sua arrogância e que é capaz até de lhe confiar a sua parte da herança e deixá-lo sair de casa. Deus é Pai, mas não à maneira humana, porque não há nenhum pai neste mundo que se comporte como o protagonista» da parábola.

O papa realçou que na oração de Jesus havia algo «de tal maneira fascinante que um dia os seus discípulos pediram para serem introduzidos nela», por se sentirem tocados pelo facto de Ele , «especialmente de manhã e à noite, se retirar em solidão e imergir» na meditação.



«Todas as nossas necessidades, das mais evidentes e diárias, como o alimento, a saúde, o trabalho, até à de sermos perdoados e apoiados nas tentações, não são o espelho da nossa solidão: há, pelo contrário, um Pai que sempre nos olha com amor e que, seguramente, não nos abandona»



Perante a solicitação dos apóstolos, Jesus transmite-lhes o Pai-nosso: «Todo o mistério da oração cristã resume-se aqui, nesta palavra: ter a coragem de chamar Deus com o nome de Pai. Afirma-o também a liturgia quando, convidando-nos à recitação comunitária da oração de Jesus, utiliza a expressão "ousamos dizer"».

«Invocar Deus como "Pai" coloca-nos numa relação de confiança com Ele, como uma criança que se dirige ao seu papá, sabendo que é amado e protegido por ele. Esta é a grande revolução que o cristianismo imprime à psicologia religiosa do homem», observou.

Trata-se do «mistério de Deus» que sempre «fascina» o ser humano e o faz sentir-se «pequeno», mas não o oprime - «não faz medo, não nos esmaga, não nos angustia» - e todavia «é uma revolução difícil de acolher» na alma.

«Nunca estamos sós. Podemos estar afastados, ser hostis, podemos até professarmo-nos "sem Deus". Mas o Evangelho de Jesus Cristo revela-nos que Deus não pode estar sem nós: Ele nunca será um Deus "sem o homem", vincou.

Francisco prosseguiu a meditação sobre o Pai-nosso: «Quando precisamos de ajuda, Jesus não nos diz para nos resignarmos e fecharmo-nos em nós mesmos, mas para nos dirigirmos ao Pai e pedir a Ele com confiança. Todas as nossas necessidades, das mais evidentes e diárias, como o alimento, a saúde, o trabalho, até à de sermos perdoados e apoiados nas tentações, não são o espelho da nossa solidão: há, pelo contrário, um Pai que sempre nos olha com amor e que, seguramente, não nos abandona».

«Agora faço-vos uma proposta, cada um de nós tem muitos problemas, necessidades, pensamos um pouco em silêncio, pensemos também no Pai, no nosso Pai que não pode ser sem nós e que neste momento nos está a ver, e todos juntos com confiança e esperança rezemos "Pai nosso, que estais nos céus..."», concluiu Francisco.

A terminar a audiência, o papa recordou que esta quinta-feira, às 12h00 (hora de Portugal continental), «se renova em vários países a iniciativa "Um minuto pela pez", isto é, um pequeno momento de oração» por ocasião do aniversário do encontro entre Francisco, o desaparecido presidente israelita Shimon Peres e o presidente palestino Mahmoud Abbas, em 2014.

«No nosso tempo há muita necessidade de rezar - cristãos, judeus e muçulmanos - pela paz», frisou o papa.









 

SNPC
Publicado em 07.06.2017

 

 
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