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Deus senta-se à mesa connosco, cuida de nós, não tem interesse pelo poder e não quer ser temido, afirma papa

Imagem Papa Francisco | Santuário de Częstochowa, Polónia | 18.7.2016 | © 2016 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Deus senta-se à mesa connosco, cuida de nós, não tem interesse pelo poder e não quer ser temido, afirma papa

O papa salientou hoje, no segundo dia da visita à Polónia, que «Deus não quer ser temido como um soberano poderoso e distante» nem «quer permanecer num trono celeste ou nos livros da história».

«[Deus] gosta de mergulhar nas nossas vicissitudes de cada dia, para caminhar connosco», acentuou Francisco, na homilia da missa a que presidiu no santuário de Częstochowa.

A simplicidade, humildade e proximidade de Deus, em vez do afastamento e insensibilidade aos dramas de cada ser humano, foram realçados pelo papa perante centenas de milhares de pessoas.

«Deus que se põe à mesa connosco, que sonha e realiza a comunhão connosco. Diz-nos que o Senhor não se mantém à distância, mas é vizinho e concreto, está no nosso meio e cuida de nós, sem decidir em nosso lugar nem se ocupar de questões de poder», afirmou.

Ao contrário do ser humano, «que tende a querer possuir algo sempre maior», deixando-se «atrair pelo poder, a grandeza e a visibilidade», é «requintadamente divino dar-se aos outros, eliminando as distâncias, permanecendo na pequenez e habitando concretamente a quotidianidade».

«Jesus chama pessoas simples e disponíveis para serem seus porta-vozes, e confia-lhes a revelação do seu nome e os segredos do seu coração», apontou o papa, mencionando os «mártires, que fizeram resplandecer a força desarmada do Evangelho», a par das «pessoas simples, e todavia extraordinárias, que souberam testemunhar o amor» de Deus «no meio de grandes provações».

Também a Igreja é chamada a «ouvir, envolver-se e tornar-se vizinho, partilhando as alegrias e os cansaços das pessoas, de modo que o Evangelho se comunique da forma mais coerente e frutuosa, ou seja, por irradiação positiva, através da transparência da vida».

Referindo-se à Virgem Maria, Francisco acentuou que ela é «a escada que Deus percorreu para descer» até à humanidade «e fazer-se vizinho e concreto», sendo também ela «o sinal mais claro da plenitude do tempo».

«Maria oferece-nos a sua proximidade e ajuda-nos a descobrir o que falta à plenitude da vida. Hoje, como então, fá-lo com solicitude de Mãe, com a presença e o bom conselho, ensinando-nos a evitar arbítrios e murmurações nas nossas comunidades. Como Mãe de família, quer-nos guardar juntos», acentuou o papa.

Antes de se deslocar de helicóptero de Cracóvia para Częstochowa, Francisco parou no convento das Irmãs da Apresentação, tendo-lhes agradecido «o precioso serviço» prestado «à missão educativa», que passa por «cultivar com amor as sementes de bondade, beleza e verdade que Deus semeia nas novas gerações».

A seguir à passagem pelo convento, o papa foi conduzido ao hospital de Cracóvia para estar durante alguns minutos com o cardeal Franciszek Macharski, sucessor de Karol Wojtyla no arcebispado de Cracóvia, que se encontra gravemente doente. A visita não estava prevista no programa, mas tinha sido anunciada por Francisco na quarta-feira, aquando do seu encontro com os bispos polacos.

À chegada a Częstochowa, considerado o coração da fé cristã na Polónia, o papa encaminhou-se para o mosteiro de Jasna Góra e rezou na capela de Nossa Senhora Negra, antes da Eucaristia por ocasião do 1050.º aniversário do Batismo do país.

Após a missa no santuário, que conta com a participação do Presidente da República polaco, o papa regressa, também de helicóptero, a Cracóvia, onde durante a tarde tem o primeiro encontro com as centenas de milhares de participantes na 31.ª Jornada Mundial da Juventude, que começou na terça-feira e termina no domingo.

 

Missa no santuário de Częstochowa

 




 

Rui Jorge Martins
Publicado em 28.07.2016

 

 

 
Imagem Papa Francisco | Santuário de Częstochowa, Polónia | 18.7.2016 | © 2016 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
Também a Igreja é chamada a «ouvir, envolver-se e tornar-se vizinho, partilhando as alegrias e os cansaços das pessoas, de modo que o Evangelho se comunique da forma mais coerente e frutuosa, ou seja, por irradiação positiva, através da transparência da vida»
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