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Deus perdoa como Pai, e não como um tribunal, diz papa, que pede orações pelo diálogo e é homenageado por reclusas

Imagem D.R.

Deus perdoa como Pai, e não como um tribunal, diz papa, que pede orações pelo diálogo e é homenageado por reclusas

O papa vincou hoje, no Vaticano, que Deus «perdoa como Pai, e não como um empregado do tribunal, que lê uma sentença e diz: "Absolvido por insuficiência de provas".

«Deus perdoa-nos por dentro. Perdoa porque se meteu no coração desta pessoa», afirmou Francisco na homilia da missa a que presidiu, refere a Rádio Vaticano.

A compaixão de Deus diferencia-se da piedade - «não tem nada a ver uma coisa com a outra» -, declarou o papa, que distinguiu a atitude de quem tem «piedade de um cão que está morrer» da compaixão de Deus: «É meter-se no problema, meter-se na situação do outro, com o coração de Pai».

Um sacerdote é chamado a «comover-se, a comprometer-se na vida das pessoas»: «Quantas vezes - e depois devemos ir confessar-nos - criticamos aqueles padres aos quais não interessa o que acontece na sua comunidade, que não se preocupam. Não, não é um bom padre. Um bom padre é aquele que se envolve», apontou.

Também hoje, o Vaticano divulgou a intenção geral do Apostolado da Oração do papa para o mês de novembro: «Para que nos abramos ao encontro pessoal e ao diálogo com todos, também com quem pensa diferente de nós».

Na quinta-feira, um grupo de reclusas na prisão de Rebibbia, em Roma, ofereceu uma coreografia de homenagem a Francisco, intitulada "O papa é pop", iniciativa integrada nas ações pedagógicas coordenadas pelas mulheres detidas.

Entre as cerca de 50 participantes, detidas e não detidas, que dançaram ao som da música de Igor Nogarotto, igualmente responsável pelo projeto, estavam cristãs católicas e ortodoxas, muçulmanas e ateias de Itália, Bósnia, Brasil, Bulgária, Canadá, Chile, EUA, Filipinas, Líbia, Nigéria, Peru, Roménia e Tanzânia, revela a agência Ansa.

Em entrevista à Rádio Vaticano, o mentor da iniciativa explicou que o moto "Pope is pop" nasce do fascínio que Francisco exerceu sobre ele: «Eu não sou crente, mas aproximei-me da Igreja graças a ele; graças ao seu carisma, graças a estar um pouco de fora dos esquemas, mas sobretudo por ser precisamente "pop", popular».

A popularidade nasce da vontade do papa em «estar no meio das pessoas que precisam», afirmou, antes de salientar a necessidade de abrir brechas no «microcosmo fechado» da prisão por onde entre a esperança.

«Aqui há pessoas que erraram, mas existe o perdão, existe a misericórdia: uma misericórdia e um perdão construtivos, reabilitadores. São pessoas que erraram, mas podemos dar-lhes a possibilidade de serem reinseridas na sociedade, através do sacrifício, através do trabalho, através do estudo, inclusive através da atividade artística», assinalou, destacando o facto «incrível» de «raparigas católicas muçulmanas e ortodoxas bailarem em conjunto, de maneira unívoca, para o papa Francisco».

Francisco visitou a prisão de Rebibbia na Quinta-feira Santa deste ano, tendo realizado o gesto do lava-pés a reclusos do estabelecimento, e por ocasião do Natal de 2014 enviou presentes para os detidos.

 




 

Rui Jorge Martins
Publicado em 30.10.2015

 

 
Imagem D.R.
O mentor da iniciativa explicou que o moto "Pope is pop" nasce do fascínio que Francisco exerceu sobre ele: «Eu não sou crente, mas aproximei-me da Igreja graças a ele; graças ao seu carisma, graças a estar um pouco de fora dos esquemas, mas sobretudo por ser precisamente "pop", popular». A popularidade nasce da vontade do papa em «estar no meio das pessoas que precisam»
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